| _________INTRODUÇÃO_________________________________________________________
O
cajueiro ocupa lugar de destaque dentre as plantas frutíferas tropicais,
em face da crescente comercialização de seus produtos principais:
a amêndoa e o líquido contido no mesocarpo da castanha indiscutível
a importância que o caju representa para o Nordeste, como uma atividade
econômica e social de grande expressão, garantindo renda para
mais de 300 mil pessoas e gerando divisas superiores a 100 milhões
de dólares anuais. A importância do setor‚ ressaltada, também
pela ocupação de mais 300 mil hectares com a cultura na região
e pela existência de um parque industrial composto por um número
expressivo de Empresas.
O cajueiro é nativo do nordeste brasileiro. Os colonizadores portugueses
foram os responsáveis pela introdução do cajueiro
em países da África Centro-Oriental e posteriormente na Índia.
O cajueiro é encontrado em quase todos os Estados da Federação,
sendo que a Região Nordeste é responsável por 99,7%
da produção nacional, no ano de 1984. Assim, a expressão
econômica da cultura restringe-se somente ao Nordeste e, nesta Região,
em termos de exploração agrícola, destacam-se os seguintes
estados:
Existem, no entanto, muitos problemas na cajucultura, como sejam a baixa
produtividade, pragas, e doenças, irregularidade nas precipitações
pluviometricas, além da falta de uniformidade de plantio, com reflexos
negativos sobre na qualidade da matéria-prima.
___________________________________________________PRODUÇÃO
MUNDIAL_______
Os principais
produtores mundiais da castanha, no ano de 1986, foram:
PAISES
|
PRODUÇÃO EM TONELADAS
|
|
ÍNDIA
|
140.000
|
|
BRASIL
|
96.700
|
|
MOÇAMBIQUE
|
40.000
|
|
TANZÁNIA
|
30.000
|
|
QUÊNIA
|
10.000
|
|
OUTROS
|
12.000
|
FONTE: EDIBLE NUT MARKET REPORT(122),
IBGE, 1986
___________________________________________________PRODUÇÃO
NACIONAL__________
Principais
produtores nacionais :
ESTADO
|
ÁREA COLHIDA
CASTANHA*
FRUTO**
|
|
MARANHÃO
|
5.111
25.711
|
|
PIAUÍ
|
24.259
115.401
|
|
CEARÁ
|
80.433
835.398
|
|
RIO GRANDE DO NORTE
|
26.730
316.341
|
|
PARAÍBA
|
5.552
140.104
|
|
PERNAMBUCO
|
6.189
58.604
|
|
ALAGOAS
|
306
11.624
|
|
SERGIPE
|
158
20.037
|
|
BAHIA
|
6.582
58.849
|
|
TOTAL
|
155.320
1.582.069
|
* -
Em toneladas **
- x 1000
frutos
FONTE: IBGE, 1995-96
__________BOTÂNICA____________________________________________________________
O cajueiro pertence a família Anacardeaceae,
constituído por árvores e arbustos tropicais e subtropicais
que apresentam ramos sempre providos de canais resiníferos e folhas
alternadas, coriáceas, sem estipulas sendo composta por mais de
60 gêneros e 400 espécies.
O gênero Anacardium
apresenta um pequeno número de espécies, todas elas originárias
da América Central e do Sul à exceção de Anacardiumencardium
provavelmente procedente da Malásia. A espécie mais importante
é a Anarcadium occidentale L, o cajueiro comum, devido
ser a única cultivada em escala comercial e que apresenta o maior
grau de dispersão em todo o mundo.
__________________________VARIEDADES_________________________________________
Ainda
está para ser feito uma pesquisa sistemática sobre variedades
botânicas do cajueiro, verdade esta que persiste até o momento.
Alguns autores, no entanto, portam-se a variedade de cajueiro:
-
Há duas
variedades para A. Occidentale: Americanum e Indicum. Na
primeira, o pedúnculo seria cerca de dez vezes maior que a castanha,
enquanto que, na segunda, a relação ficaria somente três
para um, a outra seria;
-
O cajueiro
de seis meses (Cajueiro precoce) apresentou-o como sendo A. occidentale
V. Nanun. Tais denominações, no entanto, não
prevaleceram para muitos autores.
O que ocorre na realidade, na realidade é que a propagação
do cajueiro feita essencialmente por via seminípara e associada
a um elevado percentual de polinização cruzada, conduz a
geração de indivíduos com alto grau de heterozigose,
portanto com grandes variações em suas características
morfológicas, tornando muito difícil a fixação
de uma variedade botânica, caso ela exista. Do ponto de vista econômico,
no entanto, a busca de variedades botânicas de cajueiro não
apresenta muita relevância. Isso porque os tipos superiores obtidos
através dos métodos de melhoramento de plantas podem ser
multiplicados indefinidamente por meio de técnicas de propagação
vegetativas, constituindo, assim clones que poderão dar origens
as variedades cultivadas ou “cultivares”. Já existem, no Brasil
e em outros países clones de cajueiro de grande potencial produtivos.
__________________________________________________CLIMA
E SOLO_______________
O cajueiro, tendo em vista a sua origem, apresenta hábitos vegetativos
característicos de clima tropical. Embora seja encontrada medrando
em regiões subtropicais, a cultura excede onde há condições
climáticas que possibilitem um bom desenvolvimento, associado a
condições específicas desejáveis, e quando
as plantas têm os caracteres genotípicos de boa produtividade
e recebem os tratos culturais adequados.
Embora esteja disseminado por quase todo o País, o cajueiro tem
sua área de exploração fortemente concentrada no Nordeste
do Brasil, tanto no que se refere ás formações espontâneas
como no que tange aos plantios organizados. E, nessa região, os
Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí detém
95,7% do total da área colhida no ano de l984.
Em que
pese à natural vocação litorânea do cajueiro,
ele vegeta muito bem em outras regiões, como o Centro-Leste do Piauí,
Cariri, no Ceará e Sudeste do Rio Grande do Norte. No entanto, as
zonas de expansão mais recentes da cultura localizam-se em áreas
de Cerrado do Sul-Sudeste do Piauí e Oeste baiano.
__________________PROPAGAÇÃO_______________________________________________
A
maioria das plantações organizadas de cajueiro existentes
no Nordeste, tanto na pequena como na grande propriedade, são provenientes
de sementes de grande variabilidade genética, não selecionadas,
geralmente obtidas na própria região ou introduzidas de outras.
Para garantir
a identidade da planta-mãe e uniformidade a plantação,
há necessidade de adotar a multiplicação vegetativa
e superar os problemas com ele relacionados.
-
REPRODUÇÃO
POR SEMENTE- Nos
locais onde é possível utilizar sementes de matrizes cuja
produção e qualidade da castanha tenham sido testada por
vários anos, é conveniente utilizar sementes retiradas de
plantas sadias, vigorosas altamente produtivas e com pseudofrutos grandes.
As castanhas provenientes de uma só planta, selecionada, originam
pés-francos que apresentam variações tanto na produção
como no tamanho da castanha. Essas variações, entretanto,
são menores do que as observadas em sementes retiradas de agrupamentos
naturais. O cajueiro originado de semente dificilmente reproduz as características
da árvore que produziu essa semente. É grande a heterogeneidade
em populações de cajueiros propagados por vias seminípara.
Quando da propagação de cajueiros por semente, é boa
norma fazer o teste da densidade. Este teste consiste em colocar as castanhas
em um depósito com água e eliminar aquelas que flutuarem.
Selecionadas as castanhas em função da densidade, ou então
do tamanho, as escolhidas serão expostas ao sol, ficando a secar
durante dois dias, sendo depois armazenadas, aguardando oportunidade de
ir para ao campo no início da próxima estação
chuvosa ou, então, utilizá-las de imediato. No entanto, a
maioria dos grandes plantios de cajueiro que foram e estão sendo
implantados no Nordeste, usaram e ainda usam semeadura direta no campo,
fazendo paralelamente um viveiro , com mudas semeadas em sacos plástico,
para suprir 10-20% de falhas estimadas. Esta prática permite o replantio,
evitando a defasagem entre o porte das plantas germinadas em campo e o
porte das provenientes de uma segunda semeadura. É conveniente,
neste caso, evitar replantio com mudas de mais de um mês de idade.
As mudas destinadas ao reflorestamento deverão ser multiplicadas
a pleno sol, mesmo que isso venha a constituir para seu desenvolvimento
mais lento. É preferível que seja assim, pois desde cedo
ficarão adaptadas às condições ambientais,
sobrevivendo melhor quando forem transplantadas para o local definitivo.
Os sacos plásticos utilizados para a propagação de
pés-francos, deverão ter 19 cm de largura por 25 cm de comprimento,
e os usados na multiplicação vegetativa, 25 cm de largura
por 39 cm de altura, sendo ambos de polietileno preto e furados na parte
inferior média e inferior a fim de permitir uma boa drenagem da
água de irrigação. A germinação da castanha,
depende da temperatura, da umidade e principalmente, do estado da castanha.
Sementes novas, do tipo média, gastam ente 12 15 dias para
germinarem, dando índices de 98 a 100% de germinação.
-
MULTIPLICAÇÃO
VEGETATIVA- A propagação
de planta por via assexuada é uma técnica altamente empregada
em fruticultura pelo grande número de vantagens que oferece àqueles
que utilizam. No caso específico da cultura do cajueiro, entre outras
destaca-se as seguintes
a) Permitir
a multiplicação de plantas de patrimônio genético
superior, notadamente aquelas de maior produção individual,
resistentes a pragas e moléstias e de menor exigência nutricional;
b) Introdução
de precocidade, permitindo um retorno mais rápido do capital investido;
c) Diminuição
no porte da planta, facilitando os tratos fitossanitários, ensejando
também a redução do espaçamento adotado, redundando
em povoamento mais adensado e, logicamente maior produtividade;
d) Evitar
o aparecimento de plantas improdutivas ou com elevada incidência
de alternância de produção, fato muito comum nos plantios
de pés-francos onde, via de regra, cerca de 20% das plantas respondem,
a cada ano, por 80% da produção.
-
ESTAQUIA
- A estaquia é um método de
propagação agâmica que se baseia na regeneração
das partes vegetativas destacadas da planta-mãe (as estacas) que,
sob determinada condição, emitem raízes e brotações.
No cajueiro, a estaquia seria o processo de propagação vegetativo
mais econômico, se fossem encontrados condições que
tornassem possível a utilização dessa prática.
Este processo de multiplicação tem sido pouco estudado coma
cultura do cajueiro e os resultados experimentais obtidos são por
demais contraditórios. Todos os ensaios feitos para o enraizamento
de estacas de cajueiro, deram resultados negativos. Por esta razão,
este processo de propagação vegetativa não é‚
ainda, adotado para o cajueiro
-
MERGULHIA
- A mergulhia é um processo de multiplicação
vegetativa que consiste em enterrar um ramo ou parte de um ramo da planta
com a finalidade de provocar a formação de raízes.
Quando estiver suficientemente enraizada, o ramo é destacado, passando
a constituir uma nova muda. É um método simples, mas pelas
suas características, de aplicação restrita na multiplicação
do cajueiro, em grande escala. Existem dois tipos principais de mergulhia:
A subterrânea ou a mergulhia propriamente dita e a aérea.
A mergulhia subterrânea não é comumente usada na multiplicação
do cajueiro, pois requer ramos rastejantes ou bastantes flexíveis,
para serem levados até o solo e enterrados. Sendo o cajueiro uma
planta de grande porte, dificilmente se encontram ramos maleáveis,
de consistência herbácea ou semi-lenhosa, de fácil
manejo junto ao solo. A mergulhia aérea ou alporquia é do
tipo de propagação vegetativa em que o substrato usado para
o enraizamento é levado a parte aérea da planta que se quer
enraizar. A técnica utilizada consiste no seguinte procedimento:
Quatro meses antes da alporquia, faz-se uma poda parcial na planta onde
se pretende efetuar os alporques. Antes estes cortes tem por finalidade
provocar a emissão de novas brotações. Os lançamentos
do ano, provenientes dessas brotações, que apresentam crescimento
vigorosos e diâmetros compreendidos de 0,8 a 1,30 cm são escolhidos
para alporquia, sendo desfolhados na região a 50 cm abaixo do meristema
terminal e anelados (retirada de um anel de casca de 1,50 cm de indolubutírico
na proporção de 200 ppm e usa-se como substrato verniculita,
sendo todo o conjunto envolvido com papel de alumínio que permitem
a fixação rápida, dispensando o amarrio. A multiplicação
do cajueiro por alporquia é um processo viável, mas muito
prático no que se refere a sobrevivência das plantas no campo.
Isto, provavelmente, devido ao tipo de sistema radicular desenvolvido e
não adaptado às condições ambientais das regiões
produtoras.
-
ENXERTIA -O
maior esforço de pesquisa com o cajueiro no Brasil e nos demais
países onde esta planta tem importância sido com a propagação
vegetativa, em pesquisar a cultura especialmente através da enxertia.
No Brasil, na região do Ceara, é adotado por facilidade de
operação, a garfagem em bisel. Todos os porta enxertos utilizados
na multiplicação do cajueiro, são proveniente de sementes,
não existindo tipos específicos. Nenhum efeito adverso tem
sido encontrado nas plantas enxertadas, que possa ser atribuídos
ao cavalo, como variações de crescimento ou incompatibilidade
entre porta-enxerto e copa. A utilização da espécie
botânica A. Microcarpum Ducke, que vegeta espontaneamente no Nordeste
Brasileiro, Planalto Central e Amazônia, como porta enxerto, permitiu
a obtenção de índices elevados de pegamento (92%),
na garfagem em bisel. Uma das caraterísticas importantes deste porta
enxerto, que vegeta no Nordeste Brasileiro é bastante precoce.
Antes da enxertia, os porta enxerto são escolhidos e separados em
grupos, em função do tamanho e do vigor vegetativo, sendo
eliminadas todas as plantas débeis e cloróticas. A recuperação
de plantas de cajueiro comum de baixa produção, por meio
de substituição de copa via enxertia com genótipos
superiores. É uma tecnologia em processo de adoção
em escala comercial por apresentar inúmeras vantagens, entre as
quais se destaca.
- Permite o rejuvenescimento de plantas com
produção decadentes;
- Possibilita a otimização
da área pelo adensamento com cajueiros de porte reduzido e/ou o
consórcio com culturas anuais;
- Reduz o porte das plantas, facilitando os
outros tratos culturais como fitossanidade e colheitas;
- Elastece o período de safra pelo
uso de copas precoces e tardias;
- Eleva a atual produtividade de 240 Kg de
castanha para 600 Kg, a partir do 3o ano, reduzindo cerca de
65% o custo unitário de produção de castanha;
- Permite redução de 75% dos
custos de implantação em relação à formação
de pomares clonais em áreas novas.
Dentre os processos de propagação
por enxertia no cajueiro encontramos:
- Borbulhia e,
- Garfagem, abaixo discriminados,
A borbulhia
é o processo de propagação vegetativa que consiste
na justaposição de uma única gema ou borbulha retirada
da planta matriz que se pretende propagar e inserida sobre um porta-enxerto
específico. De uma mesma planta poder-se-á retirar um número
elevado de borbulhas, permitindo assim a obtenção de um grande
número de enxertos de uma única providência. A borbulhia
poderia ser considerada o processo mais eficiente e econômico da
multiplicação vegetativa do cajueiro, se possibilitasse índice
de pegamento elevado, pois ‚ uma técnica fácil de operar
e permite a reenxertia do porta enxertos em caso denso pegamento da borbulha.
O sucesso da borbulhia depende bastante
de quatro fatores a considerar:
-
a época em que ‚ feito o enxerto,
-
a idade do cavalo,
-
o estado de desenvolvimento do ramo de onde se
tira a borbulha e
-
a habilidade do operador.
A borbulha
é preparada duas semanas antes da data da enxertia a fim de forçar
o “inchamento” das gemas, desponta-se a parte verde terminal dos ramos,
ficando a parte semilenhosa, de cor cinzenta-acastanhada, sem folhas. Neste
segmento que poderá ter comprimento variável procede-se,
na parte inferior, à anelagem, retirando um anel da casca com 0,5
cm de largura. Estes ramos tem geralmente mais de dez meses de idade.
Para a borbulha em escudo ou janela aberta, utilizamos ramos com diâmetro
compreendido entre 0,7 a 1,30 cm de largura. Nos casos das borbulhas em
“T invertidos” e borbulhas “chapa”, é aconselhável a escolha
de ramos com menor diâmetro, entre 0,5 a 0,8 cm. Diversos métodos
de garfagem têm sido usados na multiplicação do cajueiro.
Deu-se preferência a esta técnica por permitir maior facilidade
de justaposição das áreas cambiais, possibilitando
maior contato dessas superfícies e ter o garfo mais de uma gema
para se desenvolver. Todos os m‚todos de garfagem são realizados,
no início e no decorrer da estação chuvosa, época
em que o cajueiro apresenta o primeiro fluxo vegetativo. De todos
os modelos de garfagem, os mais usados, são a garfagem em bisel
e a garfagem em fenda cheia, sendo por vezes usada a garfagem lateral em
placas. Os garfos utilizados para a propagação vegetativa
são retirados da parte terminal dos crescimentos vegetativos. São
ramos, provenientes de lançamentos com sete a oito meses de idade
com 8 a 10 cm de comprimento de consistência semilenhosa, intumescidos
e com gemas quase a brolhar. Para favorecer um maior índice
de pagamento, é conveniente preparar os garfos oito a dez dias antes
da enxertia. A preparação consiste no anelamento do ramo
a uns 10 a 15 cm do ápice e no corte das folhas em toda a extensão
até o anelamento. A operação favorece o entumescimento
das gemas e a abscisão natural dos colos dos pecíolos. Logo
após a coleta, ainda no campo, os garfos devem ser condicionados
em caixas de isopor, embrulhados em folhas de jornais umedecidos, a fim
de evitar o ressecamento.
___________________________________________________________PLANTIO____________
O plantio deve ser efetuado bno início da estaçào
chuvosa ou qualquer época do ano caso seja irrigada, comprimindo-se
cuidadosamente o solo em torno da muda, de modo que ela fique na posiçào
vertical.
Orçamento:
implantação
de 01 (um) hectare de Cajueiro Anão Precoce
Espaçamento: 8,0
(entre linhas x 6,0 (entre plantas) - Retangular 208 Plantas/Ha
| 1.0 - Operações |
Unidade
|
Quantidade
|
| Aração |
Trator/dia.
|
2,0
|
| Calagem |
h/dia
|
2,0
|
| Gradagem -Mecânica |
Trator/dia
|
1,5
|
| Preparo das covas |
h/dia
|
2,0
|
| Adubação de fundação |
h/dia
|
4,0
|
| Adubação de cobertura |
h/dia
|
4,0
|
| Preparo das covas |
h/dia
|
10,0
|
| Plantio e replantio |
h/dia
|
6,0
|
| Capinas manual |
h/dia
|
10,0
|
| Limpeza e podas |
h/dia
|
1,0
|
| Controle fitossanitário |
h/dia
|
3,0
|
| Irrigação |
h/dia
|
2,0
|
| Colheita |
h/dia
|
8,0
|
|
|
|
| 2.0 - Material e Insumo |
Unidade
|
Quantidade
|
| Mudas + 10% P/replantio |
Unidade
|
230
|
| Esterco de Curral* |
Tonelada
|
10,0
|
| Adubos** |
Kg
|
-
|
| Inseticida |
litro
|
2,0
|
| Fungicida |
litro
|
2,0
|
| Formicida |
Kg
|
2,0
|
* 20
kg de esterco curtido/planta
* * A adução
e calagem devem seguir as recomendações da análise
química do solo.
|
____________________________________TRATOS
CULTURAIS_______________________
O controle das plantas daninhas deve ser efetuado, de preferência,
com roçadeira, completando-se com enxada "coroamento" nas
proximidades da planta.
_____________________ADUBAÇÕES______________________________________________
Ao cajueiro tem sido destinados os piores solos onde, virtualmente, a maioria
das culturas teriam poucas chances de sucesso. Tal procedimento deve-se
a diversos fatores, entre os quais o custo da terra, as baixas produtividades
alcançadas nos sistemas de produção utilizados e o
longo período de tempo decorrido até‚ a estabilização
da produção.
-
Análise
do Solo- O estudo dos requerimentos nutricionais
de uma determinada cultura tem por objetivo o estabelecimento de práticas
corretivas, que possibilitem a obtenção dos máximos
rendimentos teoricamente possíveis a obtenção dos
máximos dos genótipos explorados para a diagnose dos requerimentos
nutricionais utilizando-se inicialmente a análise química
do solo visando correção do pH e fornecimento dos nutrientes
essenciais na fundação. A partir daí utiliza-se a
experimentação como forte de estabelecer fórmulas
aproximadas para a correção da fertilidade, em função
dos requerimentos do material genético (variedades, clones e híbridos
) cultivados.
-
Análise Foliar
- A análise foliar, como forma de avaliar a situação
nutricional do cajueiro, pode ser de grande valia prática pelo fato
de revelar as quantidades de nutrientes absorvidas pela planta e a sua
interpretação independe da disponibilidade do nutriente no
solo, ou mesma da sua capacidade de troca como ocorre na análise
de solo.
A calagem
e a adubação devem ser efetuados de acordo com a análise
do solo, a qual deverá ser repetida, pelo menos, a cada 4 anos.
__________PRINCIPAIS
PRAGAS E DOENÇAS QUE ATACAM A CULTURA______
DOENÇAS
O cajueiro (Anacardium occidentale L.,
) é considerado uma planta rústica extremamente adaptada
as condições do litoral do Nordeste Brasileiro, onde ocorre
espontaneamente na forma de pomares nativos.Assim, o desenvolvimento da
cultura trás, como conseqüência. a ampliação
dos problemas fitossanitários, exigindo esforços crescentes
no aprofundamento do conhecimento dos mesmos e na busca de meios eficiente
para combate-los. No Brasil, a maioria dos registros sobre doenças
do cajueiro refere-se ao Nordeste, região onde se concentra a exploração
da cajucultura. sendo assim, relatamos a seguir as principais doenças
da cultura.
-
Antracnose
- Dentre as doenças que afetam o cajueiro,
é a mais amplamente disseminada, tendo sido constatada em praticamente
todos os Países onde se cultiva o caju. A doença torna-se
particularmente severa nos anos de maior pluviosidade, principalmente com
a ocorrência da das "chuvas do caju", durante a floração,
possibilitando o ataque mais intenso às inflorescências, com
maiores prejuízos para a produção. O agente
causal da doença ‚ Glomerella cingulata (Ston.), que ataca folhas,
ramos, infloescência, pedúnculos e frutos. Nas folhas surgem
manchas necróticas pardo-avermelhadas, de tamanho e forma variável,
isoladas ou confluentes, determinando áreas mortas ou contorcidas
nas margens, o ápice ou qualquer ponto do limbo. Nos ramos,
as lesões são deprimidas e alongadas, inicialmente de coloração
parda, depois negra. Os frutos jovens (maturis), quando atacados, sofrem
danos severos desde deformações até a seca e queda.
agravando mais inda quando associados ao ataque de tripes e pulgão.
A fim de reduzir o potencial de inóculo do fungo, recomenda-se uma
poda de limpeza, no iníci0 do período chuvoso e antes do
fluxo foliar, colhendo e queimando as partes mais afetadas. Com relação
ao controle químico, vários trabalhos experimentais tem demostrados
a eficiência do uso de fungicida no combate a antracnose do cajueiro.
Comprovaram a eficiência dos fungicidas Benomyl, Captafol, Hidróxido
cobre, Mancozeb e outros, sendo o Captafol o mais adequado para controle
da enfermidade. 0 plantio de “variedades” resistentes a doença seria
a forma de controle mais viável e econômica. como também
o controle do patógeno por métodos biológicos, empregando-se
microorganismo antagônicos.
-
Fumagina - Embora
não seja propriamente uma doença parasitaria, a fumagina
merece referência em razão de sua elevada incidência.
A doença é comumente encontrada nas áreas de cajucultura,
onde prevalecem condições favoráveis ao complexo do
fundo que a compõem, apresentando maior incidência nas épocas
em que ocorrem maiores infestações de insetos excretores
de substâncias açucaradas, tais como pulgão, cochinilha
e mosca-branca. A fumagina geralmente apresenta-se recobrindo total ou
parcialmente a superfície das folhas, na forma de uma película
de cor negra e aspecto veludoso, facilmente destacável, constituída
pelas próprias estruturas vegetativas e reprodutivas dos fungos.
Eventualmente, a fumagina pode atingir ramos e inflorescência, causando
seca e queda de flores. Fungos do gênero Clodosporium são
freqüentemente, encontrados ma região do hilo de castanhas
verdes, na forma de um revestimento oliváceo. O uso de inseticidas
adequados para controle da praga (pulgão, cochinilha e mosca-branca)
é, normalmente, suficiente para a eliminação da fumagina.
-
Oídio - É
uma doença de ocorrência generalizada nos cajueirais do nordeste
brasileiro, especialmente naqueles localizados em áreas com alta
umidade, próximo à costa. Freqüentemente associado a
Antracnose, ocorre o ano todo, com maior incidência na época
seca. 0 agente causal é o fungo ectoparasita Oidium anacardii Noack.
a incidência da doença e detectada pela presença, nas
folhas, de um revestimento ralo, branco-acinzentado e pulverulento, resultante
do intenso desenvolvimento do micélio e estruturas reprodutivas
do patógeno. As folhas fortemente afetadas secam prematuramente
e as novas retardam seu crescimento. Ocasionalmente atacam as inflorescências,
com graves conseqüências para a produção. Em casos
de manifestação muito severa, ou ataque as inflorescências,
justifica-se a adoção de medidas de controle, mediante a
aplicação de fungicidas a base de enxofre ou específicos
para o oídio como: Dinocap, Binapacryl e Quinometionato. Outras
doenças sem menor importância atacam o cajueiral como: Mancha
de Alga; Mancha de Cercóspora ou Cercosporiose; Mofo Preto; Bolor
Verde etc.
O cajueiro
Anacardium
occidentale L. apresenta problemas de ordem fitossanitária
que crescem a cada ano nas diferentes áreas produtoras. Os levantamentos
sistemáticos de praga e inspeções realizadas periodicamente
vem mostrando um aumento sensível da ocorrência de insetos
e ácaros nessa cultura, alguns dos quais apresentando alta potencialidade
como praga.
Outros insetos que ocorrem sobre o cajueiro,
constatados em diferentes regiões do País porém sem
expressão econômica como pragas da cultura. Abaixo relacionamos
as pragas mais comum e áreas de ataque.
-
Broca dos Ponteiros
- Anthistarcha binoculares Meyrich, 1929.
___________________________________________Lepiddoptera,
Gelechiidae
A Broca das pontas afeta diretamente
a produção, pois abre galerias nas pontas dos ramos e nas
inflorescências, provocando sua murcha.
-
Larva do Broto Terminal - Díptera,
Cecidomyiidae.
As larvas atacam as gemas terminais e com
a morte dos brotos a planta emite novas brotações laterais,
as quais são também atacadas, imediatamente.
-
Tripes - Selenothrips rubrocinctus (Giard, 1901)
Os tripes atacam a face inferior das folhas,
ponteiros, inflorescências e frutos. As partes afetadas tornam-se
cloróticas a princípio passando depois para uma cor prateada.
-
Pulgão da inflorescência -
Aphis gossypii (Glover,1875).
____________________________________________Homoptera,
Aphididae.
As inflorescência atacadas ficam murchas
ou secas, como se fossem prejudicadas pela antracnose; os maturis ficam
deformados; há o aparecimento do “mela’, substância excretada
pelos insetos e que servem de substrato para o aparecimento do fungo “fumagina”,
que recobre as folhas c as inflorescências.
-
Mosca-Branca - Aleurodiclis cocois (curtis, 1846)
__________________________________________Homoptera,
Aleyrodidae.
Localizam-se na face inferior das
folhas. agrupadas em colônias numerosas, protegidas por secreção
pulverulenta branca.
-
Cigarrinha – Homoptera, Cercopidae.
A cigarrinha ataca a base das inflorescências
e frutos novos, sugando a seiva, onde produz uma espuma caracteri5tica
para a proteção das ninfas.
-
Besouro vermelho - Crimissa cruralis stal, 1858
_________________________________________Coleoptera,
chrysomelidae.
Tanto a larva como o adulto são
fitófagos, destroem o limbo foliar causando séries prejuízos.
As larvas são mais vorazes que os adultos, provocando maiores prejuízos.
Lagarta saia justa - Cicinnus callipius(Sch.,
1928)
___________________________________________Lepidoptera,
Mimallonidae
As lagartas nos primeiros estágios
ficam agrupadas nas folhas do cajueiro, passando os últimos instares
separadas, envolvidas em uma folha, que lhe serve como abrigo. Esse invólucro
apresenta na parte central um diâmetro maior, semelhante a uma saia
justa, daí seu nome vulgar, sendo também conhecida como mini-saia.
-
Lagarta verde - Eacles imperialis magnifica (walk,
1956).
As lagartas destroem o limbo foliar, podendo
desfolhar complemente as plantas.
-
Lagartas das folhas - Cerodirphia rubripes (Draudt,1930)
__________________________________________Lepidoptera,
Hemileucidae.
As lagartas destroem o limbo foliar, podendo
desfolhar completamente as plantas.
-
Véu de noiva - Thagona sp.
__________________________________________Lepidoptera,
Lymantriidae
Esta lagarta ataca com intensidade, causando
desfolha total ou parcial.
-
Cochonilha - Pseudaonídia trilobitiformis
(Breen, 1896).
_____________________________________________Homoptera,
Diaspididae
As cochonilhas sugam intensamente
a seiva das plantas, localizando-se ao longo das nervuras, principalmente
na nervura central. As folhas apresentam amarelecimento nas partes atacadas
dando posterior ressecamento, iniciando pela área das nervuras,
dando um péssimo aspecto a arvore.
-
Broca do Caule - Marhallius Sp.
_______________________________________Coleoptera,
Curculionidae.
O inseto ataca de cima para baixo, iniciando
o ataque nas pontas dos galhos, descendo a medida que vão secando.
-
Ácaro-amarelo - Tenuipalpus anacardii De
Leon, 1965
___________________________________________Acarina,
Tenuipalpidae.
Habitam na face interior das folhas, destruindo
as células, provocando ressecamento no local afetado. Tais danos.
embora de pouco monta, são parcialmente reconhecidos.
-
Traça das castanhas - Anacampsis Sp
__________________________________________Lepidoptera,
Gelechiidae.
A larva é quem causa prejuízos
ao cajueiro, atacando a castanha, destruindo-lhe toda a amêndoa e
tornando—a imprestável para a comercialização.
_____________________MELHORAMENTO________________________________________
Uma variedade definida, obtida por seleção ou processo de
melhoramento, pode ser identificada por algumas características
que são transmitidas às progênies quando do cultivo
por sementes. No cajueiro as designações varietais conhecidas,
como caju-banana, caju-manteiga, caju-amarelo, caju-vermelho, entre outros,
foram estabelecidas em função de atributos do pedúnculo,
como o tamanho, cor, formato, sabor e consistência, os quais nem
sempre são totalmente transmitidos a descendência, devido
ao sistema de reprodução da espécie e a falta de controle
da polinização. Deste modo, as sementes selecionadas, objetivando
a manutenção de características desejáveis
da planta mãe, apresentarão um grande percentual descendência
diferenciados da matriz para a maioria dos caracteres, principalmente a
produção. Por esta razão não existem, no sentido
restrito da palavra, variedades definidas de cajueiro. entretanto, em função
de um certo número de caracteres comuns que identificam um marcante
polimorfismo para a espécie, é possível agrupar-se
a grande variedade genética conhecida em dois grupos: o do tipo
comum e o do tipo anão precoce.
O aumento da produtividade‚ é também para o cajueiro o objetivo
principal a ser alcançado pelo melhoramento e pode ser obtido, teoricamente
pelo aumento do número de frutos por inflorescência, aumento
do número de inflorescência da planta e aumento do peso do
fruto.
______________PRODUÇÃO,
COMERCIALIZAÇÃO E MERCADO________________
A área ocupada com a cajucultura no nordeste esta estimada em torno
de 660.000 ha, o que permite a obtenção, em anos de normalidade
climática, cerca de 160.000 toneladas de castanhas “in natura”,
correspondendo, portanto, a uma produtividade de 240 kg/ha, considerada
muito baixa em relação ao potencial produtivo da espécie.
A baixa produtividade por
hectare dos três maiores produtores da região pode ser conseqüência
do adensamento dos plantios racionais. 0 que parece contribuir para a proliferação
de pragas e doenças.
Perspectivas promissoras, no que concerne
ao aumento de produtividade, através de utilização
de material genético superior, traduzem—se nos resultados de pesquisa
conduzidas pela EPACE com clones de cajueiro anão precoce, os quais
revelam produções de 4,0 a 7,0 kg de castanhas por planta
no quinto ano. Considerando os espaçamentos recomendados para o
cajueiro anão precoce (8,0 m x 6,0 m) a produtividade já
obtida por estes clones variam de 712 a 832 kg de castanha por hectare
(quinto ano). Além desse material, a EPACE está tentando
outros tipos de elevada capacidade produtiva, que poderão, no futuro
próximo contribuir consideravelmente para o incremento da produtividade
dos cajueirais nordestinos.
De modo geral, a comercialização
do caju tem início três a quatro meses antes da safra e é
feita em moldes bastantes ineficientes, sendo que o ônus daí
decorrente é, praticamente, todo do produtor ou apanhador.
A castanha do caju produzida
no nordeste provém, sobretudo de grandes e médios proprietários,
os quais independem de financiamentos não-institucionais e tem poder
de barganha, sendo, portanto, menos vulneráveis as condições
dos intermediários.
Na comercialização
da castanha “in natura”, estão envolvidos os agentes descritos a
seguir:
-Produtores;
-Atacadistas Urbanos;
-Atacadistas do interior;
-Pequenos intermediários e
-Industrias de beneficiamentos.
São três os principais
canais de comercialização da castanha do caju:
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O primeiro fluxo compreende a castanha que
e vendida diretamente as indústrias de beneficiamento, onde é
excluída a participação dos intermediários.
Os produtores que participam deste fluxo são predominantemente grandes
e médios proprietários, é possível que, eventualmente,
pequenos produtores também participem deste fluxo.
-
O segundo fluxo já inclui três agentes,
isto é,. produtores, grandes, atacadistas e industrias. Este canal
se configura como um meio termo entre o 10 e o 30 fluxo.
-
O terceiro fluxo é mais complexo, pois
é nele que os pequenos e grandes intermediários estão
presentes. Este canal e responsável por grande parte da castanha
negociada pelos pequenos produtores.
A influência
exercida sobre os níveis de preços da castanha “in natura”,
pelo comércio internacional, é originária da demanda
externa por ACC (Amêndoa da Castanha do Caju) e LCC (Líquido
da Castanha do Caju).
O comportamento anual dos preços da castanha de caju não
segue as características gerais dos demais produtos agrícolas.
Ao contrario, na época da comercialização, os preços
detém a se elevar, sendo que no final da comercialização
(jan-fev) e onde, geralmente, ocorrem os picos de preços elevados.
Quanto ao pedúnculo, a comercialização de seus derivados(sucos,
doces, licores etc.) restringe-se ao mercado interno.
No entanto, o entrave que persiste a exportação do suco de
caju é o teor de conservantes que ainda é inaceitável
pelos exigentes mercados americanos e europeu. Até mesmo no mercado
interno (Centro-Sul) há restrições semelhantes.
A amêndoa de castanha do caju(ACC) é exportada em sua quase
totalidade sem casca e semitorrada, o que a caracteriza para efeito de
legislação do comércio internacional como produto
básico. Desse modo a ACC tem sua entrada franca nos principais mercados
e livre de barreira alfandegárias. Alem do mercado interno o Brasil
exporta a castanha e LCC para os Estados Unidos, Países da Europa,
Oriente e outros Países, como o México e a União Soviética.
A demanda do LCC e bem mais concentrada do que a pela ACC, tendo em vista
que somente os mais tradicionais compradores (EUA, Reino Unido) absorvem
87% do total exportado pelo Brasil.
_________INDUSTRIALIZAÇÃO
DO PESEUDOFRUTO E DA CASTANHA_________
O processamento industrial do pseudofruto do cajueiro-pedúnculo
hipertrofiado, hipocarpo ou maça do caju, que pode ressaltar um
grupo variado de produtos, destaca-se a produção de suco
simples (10o – 12o Brix) com polpa em suspensão.
Esse suco turvo é geralmente, comercializado sob a denominação
de “suco integral”, pasteurizado, contendo aditivos químicos e embalados
em garrafas com 500 ml do produto. O suco do caju habitualmente,
consumido como refresco, ou seja, após
a diluição desse suco com água, adição
de açúcar e gelado.
Embora já venha sendo processado industrialmente no Nordeste para
a produção de sucos, néctares, doces etc. O aproveitamento
do pedúnculo do caju ainda é insignificante em relação
à quantidade dessa matéria prima potencialmente disponível
no período da safra.
O pseudofruto ainda origina os seguintes processamentos:
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Cajuína(Suco límpido de caju)
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Farinha do pedúnculo do caju
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O produto principal obtido na industrialização da castanha
do caju é a amêndoa que, destinada em grande parte a exportação,
e classificada em vários tipos, e apresentas como subprodutos, o
liquido da castanha do caju – LCC. Outros produtos 0btidos da castanha
do caju são os seguintes:
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Película (testa) das castanhas, que servem
como componente de ração animal e fonte de tanino para curtumes;
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Cascas, para extração do LCC
e em seguida usadas come combustíveis de suas caldeiras e,
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Creme de amêndoa, similar a pasta de amendoim.
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