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Nasci em 5 de julho de 1945. Em que lugar? no Ipiranga, bairro quase italiano de São Paulo, Estado de São Paulo, Brasil.Segundo filho de ambiciosos pais pobres. carvoeiros, graças a Deus.
Nasci quando meu nono morreu. o Giovanni Stival, e um pouco
antes de acabar a segunda grande guerra. Meu primeiro lar foi
uma casa de pouco mais de 30 metros quadrados (?) nos fundos de
um terreno que os meus pais, Fioravante Stival
e Aurora Minchini Stival compraram
de meu falecido avô, Antonio
Perroti.
As fotos que revejo da minha infância me trazem
vagas recordações.
Começo a ter uma memória mais clara quando visualiso
algumas fotos tiradas
após os 6 ou 7 anos no sitio do meu avô. mas, neste
período de 0 a 5 anos, só sei, porque me contaram
e estou nas fotos, que o meu pai construiu a casa onde mora até
hoje na frente daquela casinhola, na via anchieta 1438, caminho
do mar, no bairro do moinho velho.Fiz meu curso primário
no colégio das irmãs Paulinas, no Colégio
São Vicente de Paula.
Dali me lembro bem, porque dava para um campinho onde a gente
brincava muito. Menino problema, arteiro, sério (é
o que evidencio nas fotos), cheio de medos, como um cãozinho
arredio, passei uma infância embalado pelos sonhos
das aventuras.
Adorava meus super herois, o fantasma, o zorro, o mandrake, o
tarzan. Adorava jogar bolinha, soltar quadrado, jogar bafo,
pião, tudo no seu devido tempo. Revendo minhas emoções
mais intensas, me vejo o próprio tarzan pendurado nos cipós
no sitio do meu avô !
Adorava meus primos, meus amiguinhos.
Tive muitos tios e a que mais me marcou foi a tia Duzulina, a
irmã mais velha do meu pai.
como eram alegres e gratificantes as visitas à sua casa
naquelas tardes quentes de domingos que escorriam rapidamente
terminando num vazio chamado por vezes de "teatro bianchini"
pela minha mãe cansada de me passar corretivos.
Durei pouco no colégio das irmãs...
Fiz o curso de admissão no colégio do seu Edgard.
um gigante negro
que me dava pavor. Me lembro de seu vozeirão enchendo toda
a sala de aula:
Mas, no fundo eu sempre o admirei. Era um guerreiro zulu, de
muito bom coração, apesar da energia com que tratava
as crianças. Que Deus o tenha em sua mais bela morada.
Passei, graças à Dona Aurora, minha eterna e querida
mãe. Com dez anos ganhei uma nova irmã a Lidinha.
Com doze anos fui internado no Colégio São Luiz
em Bragança Paulista, a 80 km da cidade de São Paulo.
Segui o mesmo caminho da minha irmã, Vera,
que fora internada um ano antes em colégio de freiras,
na mesma cidade. Papai estava doente, a vida estava muito dura.
não estava fácil para educar filho, e o melhor
caminho lhes pareceu este.
Colégio de padres, educação quase militar,
parecia muito com "O Ateneu".
Aquilo foi a minha "idade média", com direito
a inquisição e tudo.
O que eu apanhei ali, se fosse pra contar tudo, ia fazer inveja
pro Maguila. graças a Deus só fiquei ali o suficiente
para quebrar meus dentes, queimar minhas mãos, escapar
da febre asiática e sair ileso dos "caldos" que
os veteranos me davam toda vez que entrava na piscina.
Mas, saí, não muito ileso, mas foi a experiência
de vida que eu precisava para acordar de uma infância cheia
de fantasias. Não gostava de estudar, mas, quem gosta nesta
idade? Daí pra frente, passei por alguns colégios.
O Modêlo, o Centro Independência, O São Francisco
Xavier, o Gualter da Silva, e, finalmente o Alexandre de
Gusmão, onde me formei no curso colegial. Trabalhei, desde
os 14 anos. Primeiro na Farmácia do Seu Joel, o inquilino
do pai, depois, na do seu José, depois na do seu João,
na Alencar de Araripe, depois numa outra farmácia lá
perto de casa que nem me lembro o nome. Foram 4 (ou 5?)
farmácias. Depois trabalhei na quitanda , na fábrica
de móveis, no escritório de contabilidade, no Cesari.
E aí, parece que eu já me tornara suficientemente
conhecido para tentar outro emprego no bairro. Fui escoteiro
durante dois anos. Já com 16 anos fui para o centro da
cidade procurar emprego. Trabalhei no Brás, como Office
boy, trabalhei no mercado municipal, um pouco com o meu cunhado
Caetano
e aí comecei a melhorar. Caetano arranjou-me um emprego
de auxiliar de escritório em uma empresa de importação
e exportação de frutas, a Brasmonte. E foi ali que
adquiri experiência profissional suficiente que me permitiu
prestar concurso em vários bancos dois anos depois e me
tornar bancário, um sonho que alcancei na garra. Dois anos
depois estava fazendo o cursinho para medicina e em 1967 já
com 21, passei no concurso vestibular para medicina em Curitiba,
no Paraná. Em 1972 formei-me pela Faculdade Católica
de Medicina. Fiz dois anos de Residência Médica no
Hospital de Clínicas de Curitiba. Casei-me em 1975 com
Terezinha de Jesus Gonçalves, filha de Pedra Gonçalves,
e fui fazer o meu tão sonhado curso de Saúde Pública
em São Paulo, durante o ano de 1976. Contratado pela Secretaria
de Saúde do Paraná fui designado para exercer cargo
de confiança, chefiando a região de saúde
de Foz do Iguaçu e um Posto de Assistência Médica
do extinto INPS. Fiquei ali por tres anos, acompanhando o desenvolvimento
daquela importante região, incrementada com a construção
da Hidrelétrica de Itaipu. Em 1980 vim para curitiba chamado
para ocupar a chefia da Região Metropolitana de Curitiba
e depois a Chefia da Assessoria de Planejamento e Controle da
Secretaria de Saúde, cargo que exerci até 1983.
Até então, tive os meus tres filhos. Adriana em
1975, Michele em 1978 e Marcelo em 1980. Neste ultimo ano fixei-me
definitivamente em Curitiba. Fui coordenador da Central de Medicamentos
do Estado do Paraná em 1984 e a partir de 1985, afastei-me
totalmente da administração publica, desanimado
e desiludido com a profissão de sanitarista. Até
hoje, graças a Deus, e à colaboração
de minha querida esposa Terezinha, exerço a profissão
de médico do trabalho e clinico geral. Também sou
médico perito das Juntas de Conciliação Trabalhistas,
trabalho em um posto de Saúde da Prefeitura de Curitiba
e no Hospital Oswaldo Cruz de Infectologia. Exerço também
atividades junto aos orgãos de defesa da classe médica,
como Secretário Geral do Sindicato dos Médicos e
Conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Paraná.
Meu endereço, meu lar, meu santuário é no
Jardim das Américas,fone 041 266 7374 em Curitiba, onde
espero de braços abertos os meus amigos e parentes.