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AGOSTO - 1997
ANO 2 Nº 14
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- Se uma criança resulta um bom sujeito, malgrado a negligência ou os maus exemplos dos pais, estes retiram algum fruto?
- Deus é justo.
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André Koff
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| Sabe meu filho, até hoje não tive tempo para brincar
com você.
Arranjei tempo pra tudo, menos pra ver você crescer. Nunca joguei dominó, dama, xadrez ou batalha naval com você. Percebo que você me rodeia, mas sabe, sou muito importante, eu não tenho tempo... Sou importante para números, convites sociais, uma série de compromissos inadiáveis... E largar tudo isso pra sentar no chão com você... Não, não tenho tempo! Um dia você veio com o caderno de escola para o meu lado, não liguei, continuei lendo o jornal. Afinal, os problemas internacionais são mais sérios que os de minha casa. Nunca vi o seu boletim nem sei quem é sua professora, não sei nem qual foi sua primeira palavra, também, você entende... não tenho tempo. De que adianta saber as mínimas coisas de você se eu tenho outras grandes coisas a saber? Puxa, como você cresceu! Você já passou da minha cintura. Está alto! Eu não havia reparado isso, aliás, não reparo quase nada, minha vida é corrida, e quando tenho tempo, prefiro usá-lo lá fora, e se uso aqui, perco-me calado diante da TV. Porque a TV é importante e me informa muito... Sabe meu filho, a última vez que tiva tempo para você, foi numa cama, numa noite de amor com sua mãe quando o fizemos! Sei que você se queixa, que você sente falta de uma palavra. |
De uma pergunta minha, de um corre-corre, de um chute na sua bola,
mas eu não tenho tempo...
Sei que você sente a falta do abraço e do riso, do andar-a-pé até a padaria pra comprar guaraná, do andar-a-pé até o jornaleiro pra comprar Pato Donald, mas sabe, há quanto tempo não ando a pé na rua? Não tenho tempo... mas você entende sou um homem muito importante, tenho que dar atenção a muita gente, dependo delas... Filho, você não entende de comércio!... Na realidade, sou um homem sem tempo! Sei que você fica chateado, porque as poucas vezes que falamos é monólogo, só eu falo, e noventa e nove por cento é bronca. Quero silêncio, quero sossego! E você tem a péssima mania de vir correndo sobre a gente. Você tem a mania de querer pular nos braços dos outros... Filho não tenho tempo para abraçá-lo. Não tenho tempo para ficar com papo furadocom criança. Filho: O que você entende de computador, comunicação, cibernética, racionalismo? Você sabe quem é Marcuse? Mac Luan? Como é que vou parar pra conversar com você? Sabe filho, não tenho tempo, mas o pior de tudo, o pior de tudo é que... Se você morresse agora, já, neste instante, eu ficaria com um peso na consciência porque até hoje, não arrumei tempo pra brincar com você. E na outra vida, por certo, DEUS não TERÁ TEMPO, de me deixar, pelo menos ver você!... Extraído do livro "Amor e Vida em Família" de autor não identificado. |
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2 - E o princípio de que nada acontece por acaso?
O mundo de causa e efeito em que vivemos, , realmente tudo o que acontece
tem uma origem, não é ocasional. As experiências extraconjugais,
por exemplo, são frutos de impulsos passionais próprios da
animalidade humana.
3 - Mas sinto que há uma ligação muito forte
entre nós, um relacionamento de vidas passadas.
Pode ser, mas esteja certa de que não se reencontraram para
incorrer em adultério ou acabar com um casamento.
4 - E se ele se casou por imaturidade, antes que nos encontrássemos?
Nem por isso deixou de assumir um compromisso, que se sobrepõe,
no presente, a hipotético compromisso com você. A situação
agora é diferente. Há uma família, há a responsabilidade
com os filhos.
5 - Mas não temos o direito de ser felizes?
Temos todo direito de buscar a felicidade, desde que ela não
seja construída sobre a infelicidade alheia. Imagine-se no lugar
da esposa traída. Gostaria de ver seu marido deixando-a para viver
com outra?
6 - Então ninguém deveria se casar em segundas núpcias?
Os ex-conjuges têm o direito de refazer sua vida no terreno afetivo,
buscando nova experiência. É diferente da separação
por influência de alguém que se envolveu com um deles.
7 - E como fico, se ele é tudo o que quero nesta vida?
Em favor de nossa felicidade, não devemos reduzir nossos desejos
e aspirações à consumação de uma ligação
afetiva. Há assuntos muito mais importantes. Nossa realização
como filhos de Deus, por exemplo, pelo esforço incessante de aprendizado
e o aprimoramento moral.
8 - Devo renunciar?
Renúncia envolve desistência de um direito. Seu caso é
diferente. Configura mero dever. Odever de respeitar uma família,
evitando torna-se responsável por sua dissolução.
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| 1) Deus é o Pai Criador, Soberano e Senhor de tudo o que
existe.
2) Nada se faz sem a Sua permissão. 3) O Espírito é a sede da inteligência. É o Espírito quem intelectualiza a matéria animalizada. Partindo dessas premissas, vamos ao assunto clonagem. A clonagem consiste em fazer cópias idênticas a partir de um original ou matriz. A Natureza faz sua clonagem perfeita, no caso dos gêmeos univitelinos que, embora possuidores de uma bagagem genética idêntica, têm personalidades diversas porque há, habitando em cada um, um Espírito distinto. E é o Espirito o portador das aptidões intelectuais e morais, com sua carga de vícios e virtudes. É o Espírito quem, através de suas potencialidades morais e intelectuais, torna os seres diferentes entre si, cunhando a personalidade de cada ser. Se Deus o permitir, os cientistas poderão elaborar clones, que poderão servir à reencarnação de Espíritos ainda necessitados da passagem pela matéria para a devida evolução. Esses clones idênticos, na carga genética, à matriz, não serão iguais no sentido personal, pois serão habitados por Espíritos diferentes, em diferentes graus evolutivos, como todos nós. Exemplificando: um clone |
de Hitler (bagagem genética do mesmo) poderia servir de vaso
físico a uma Madre Tereza de Calcutá (Espírito situado
no mesmo nível evolutivo desta irmã) e vice-versa.
Toda a criação de Deus está submetida à Lei do Progresso. Não só o Espírito precisa evoluir, mas também a matéria. Nosso planeta não possui a mesma constituição material que apresentava quando de sua condição de mundo primitivo. também já não apresentará a mesma constituição quando for elevado a mundo de regeneração, habitado por seres mais evoluídos e portanto, possuidores de corpos físicos mais depurados, em função da maior depuração dos seus perispíritos. A época do obscurantismo, em que todas as descobertas e invenções eram obras demoníacas, ficou para trás. Não é o homem querendo brincar de Deus, mas o avanço científico e tecnológico preparando o nosso planeta para sua próxima entrada em nova categoria evolucionista. O importante é submeter as conquistas tecnológicas à moral. Que os homens, respeitando a moral e os ensinamentos do Cristo, possam promulgar leis condizentes com a dignidade humana, sem aviltamento e sempre em obediência às Leis Naturais, que são as Leis de Deus. |
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O SONO
É um fenômeno
fisiológico pelo qual o corpo entra em repouso para recomposição
física.
Nele se dá uma suspensão
da vida ativa e de relação, o que possibilita se afrouxem
os laços fluídicos que prendem o espírito à
matéria.
Estando lassos os cordões
fluídicos, o espírito pode afastar-se do corpo adormecido
e:
- recuperar suas faculdades
espirituais (cuja ação a influência da matéria
impedia ou limitava);
- reconhecer-se como ser
imortal e ver com clareza a finalidade de sua existência atual;
- lembrar-se do passado
(inclusive vidas anteriores) e prever acontecimentos.
Obs.: A amplitude ou não
dessas possibilidades é relativa ao grau de evolução
do espírito.
SONO E MORTE
O sono parece um pouco com
a morte (desencarnação). Só que, nesta, o desligamento
dos laços fluídicos é TOTAL, enquanto que, no sono,
a emancipação é parcial.
No sono, os cordões
fluídicos, mesmo lassos, continuam a possibilitar perfeita comunicação
com o corpo; se for necessário o pronto retorno, o espírito
tomará imediato conhecimento e regressará incontinente.
VIVÊNCIA DO ESPÍRITO DURANTE O SONO
O espírito nunca
está inativo. O sono, que repousa o corpo, é para o espírito,
oportunidade de entrar em relação com o mundo espiritual,
a fim de haurir orientação, conforto e forças para
prosseguir com acerto em sua jornada terrena.
Emancipando-se parcialmente
do corpo, cada espírito vai agir segundo seu estado evolutivo. Assim,
varia a vivência do espírito durante o sono.
Inferiores - Presos
que estão por interesses egoístas, materiais, pouco se afastam
do corpo ou do ambiente terreno; dão expansão aos seus instintos
e tendências inferiores, junto aos espíritos com os quais
se afinam.
Evoluídos
- Vão a ambientes espirituais elevados, onde se instruem e trabalham,
junto a entidades superiores, e reencontram amigos e parentes desencarnados.
Não somente com os
desencarnados podemos nos relacionar espiritualmente, enquanto o corpo
dorme.
Também podemos visitar
criaturas encarnadas e com elas convivermos, de maneira superior ou inferior,
conforme sejam o grau de evolução, propósitos e anseios,
nossos e delas.
O SONHO
Há sonhos que são
apenas um processo físio-psíquico e outros que são
sonhos espíritas.
No primeiro caso, o sonho:
- retrata condições
orgânicas (perturbações circulatórias, digestivas,
ruídos ambientes, calor, frio, etc.); as vezes, ajudam a detectar
enfermidades de que conscientemente não nos apercebemos.
- ou revela criações
mentais nossas (subconsciente), com base no que houver afetado a nossa
mente na vigília (pensamentos, impressões, anseios, temores,
etc.). Podem ajudar a interpretar nosso mundo psíquico.
Já o sonho espírita
é o resultado da vivência do espírito no mundo espiritual,
enquanto o corpo dormia; é a lembrança do que ele viu, sentiu
ou fez durante a emancipação parcial.
As vezes, nada lembramos
dessa vivência espiritual, porque durante ela o cérebro físico
não foi utilizado e depois, no retorno ao corpo, a matéria
deste, pesada e grosseira, também não permitiu o registro
das impressões trazidas pelo espírito.
Outras vezes lembramos apenas
a impressão do que nosso espírito experimentou à saída
ou no retorno ao corpo. Se essas lembranças se misturarem aos problemas
físio-psíquicos, tornam-se confusas, incoerentes.
Quando necessário,
os bons espíritos atuam de modo especial sobre nós para que,
ao acordar, lembremos algo de maior importância tratado no mundo
espiritual. Mesmo que não lembremos tudo perfeitamente, do que foi
vivido durante o sono do corpo, ficará uma intuição,
que nos sugere idéias, ações.
Os espíritos maus
também podem fazer o mesmo se, pelo nosso modo de viver, tivermos
concedido a eles essa ascendência sobre nós.
IMPORTÂNCIA DO SONO E O PREPARO PARA ELE
O fato de passarmos um terço
de nossa existência dormindo (8 das 24 horas do dia) indica a importância:
do sono físico
- ensejando repouso orgânico, liberação de toxinas,
etc.
do sonho - para o
equilíbrio:
psíquico (pessoas
impedidas de sonhar sofrem perturbações graves), espiritual
(a vivência espiritual que desfrutamos enquanto o corpo dorme é
como hora de visitas ou de tomar sol no pátio para o detento numa
prisão).
Façamos, pois, um
preparo para nosso repouso diário:
- orgânico (refeições
leves, higiene, silêncio, etc.);
- mental (leituras, conversas,
filmes, atividades comedidas, não afligentes ou desgastantes);
- espiritual (leitura edificante,
meditação, serenidade, perdão, prece).
Assim, nosso corpo e mente
repousarão, enquanto em espírito teremos melhor oportunidade
de alcançarmos a convivência com os espíritos bons
e amigos.