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Pergunta 201 - O Espírito
que animou o corpo de um homem em nova existência, pode animar o
de uma mulher, e vice-versa?
- Sim, são os mesmos Espíritos que animam os homens e
as mulheres.
Pergunta 202 - Quando se
é Espírito, prefere-se encarnar ao corpo de um homem ou de
uma mulher?
- Isso pouco importa ao Espírito; ele escolhe segundo as provas
que deve suportar.
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Setembro/97
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Época de reverenciar a Natureza, de se refletir sobre o Meio
Ambiente, enfim, de pensar na grande obra do Criador e em todos os que
se dedicaram à vida, aos seres da Criação...
Ressalta, então, a doce figura de Francisco de Assis, cuja vida
foi um exemplo de amor, de doçura e de eterna comunhão com
o mundo que o cercava.
... Francisco de Assis regressa à Pátria Espiritual ,
palmilhando a estrada iluminada pela sua própria luz, a fim de assumir
novos encargos, como verdadeiro Preposto Divino a operar em favor das criaturas.
Juntamente com aqueles que colaboram diretamente com o êxito da sua
missão, bem como vários daqueles que, tocados pelo seu amor,
galgaram alguns degraus na escada evolutiva, forma poderosa falange que
continua, em ambos os planos da vida, laborando pela salvação
do rebanho de Deus, principalmente no Brasil, no amanho da terra ubérrima,
para a implantação definitiva da Árvore do Evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai
a força àqueles que passam pela provação, dai
a luz àquele que procura a verdade, pondo no coração
do homem a compaixão e a caridade.
Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a
consolação, ao doente o repouso.
Pai! Dai ao culpado o arrependimento, ao Espírito
a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.
Senhor! Que vossa bondade se estenda sobre tudo
que criastes.
Piedade, Senhor, para aqueles que vos não
conhecem, esperança para aqueles que sofrem.
Que a vossa bondade permita aos Espíritos
consoladores espalharem por toda parte a paz, a esperança e a fé.
Deus! Um raio, uma faísca de vosso amor pode
abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita,
e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.
Um só coração, um só
pensamento subirá até vós, como um grito de reconhecimento
e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós
vos esperamos com os braços abertos, oh! Bondade, oh! Beleza, oh!
Perfeição, e queremos de alguma sorte merecer a vossa misericórdia.
Deus! Dai-nos a força de ajudar o progresso
a fim de subirmos até vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos
a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará das
nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Imagem.
| Todo minuto de
queixa é minuto perdido, arruinando
potencialidades preciosas para solução dos problemas,
sobre os quais estejamos deitando lamentação.
Toda prova, seja qual for aparece na estrada, afim de elastecer-nos a força e aperfeiçoar-nos a experiência. Emmanuel |
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| O orgulho é uma das mais dolorosas
imperfeições da humanidade. Quem será mais feliz? O homem orgulhoso ou o homem humilde? Quanto tempo - vale a indagação - levará alguém que queira aprimorar-se, para se livrar do orgulho que o faz sofrer? Podemos tomar como exemplo, para uma avaliação, duas comunicões de espíritos. Um deles foi rainha de França. O outro foi rainha de Ouda. Em sua comunicação feita no Havre em 1863, aquele que foi rainha de França dizia: "Quem melhor do que eu pode compreender as palavras de Nosso Senhor: O meu reino não é deste mundo". Julgava continuar sendo rainha após a desencarnação. Não podia compreender que pudesse encontrar súditos, os mais insignificantes ( no seu julgamento), situação em nível superior, na espiritualidade. "Compreendi, então, que se conquista posição no Reino dos Ceús com muita humildade, abnegação, caridade em toda a celeste prática." Essa ex-rainha completava sua comunicação encarecendo: "Compadecei-vos dos que não ganharem o Reino dos Céus; ajudai-os com as vossas, porquanto a prece acompanha o Altíssimo, é o traço de união entre o Céu e a Terra." Mostrava essa irmã que, quando encarnada, era muito orgulhosa e por isto também sofreu. No entanto podemos concluir - sua fé permitiu que logo alcançasse a compreensão |
indispensável para suportar e superar os amargores.
Com a rainha de Ouda, porém, ocorreu fato diferente. Em sua comunicação observamos que se tratava de um Espírito bastante orgulhoso, o qual, provavelmente, necessitaria de algumas reencarnações ainda para conquistar a humildade. Afirmava estar muito perturbada; dizia que não era feliz, que gostaria que seu corpo se levantasse do sepulcro e lhe fosse devolvida a coroa. Revoltou-se com o sepultamento entre cristãos. Dizia-se mesmo aborrecida, porque não lhe foram tributadas as honras que julgava devidas a uma soberana. Atribuída ao seu sangue e real valor inexistente. Acentuava que nascera na Índia e possuía sangue nobre. Mais ainda: afirmava que sabia tudo, que era bela e guardava suas jóias, todas de grande valor. Ainda exigia tratamento devido a uma rainha. Pessoas há, ainda reencarnadas, tão arraigadas à matéria que, provavelmente, terão dificuldade semelhantes. Elas valem como valiosos exemplos para todos nós, posto que também estão sujeitas às ilusões dos passageiros bens materiais. Esses bens, quando nos são confiados por Deus aumentam nossas possibilidades de ajudar, de servir, de amparar aos necessitados do mundo. S. Xavier |
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I - Definição
Ao encarnar, o espírito se liga à matéria através de seu perispírito e sob a influência do princípio vital.
Quando o corpo não mais lhe puder oferecer condições de permanência, o perispírito se desligará dele e o espírito liberto, retornará ao mundo espiritual.
Desencarnação, portanto, é o processo pelo o qual o espírito se desprende do corpo, em virtude da cessação da vida orgânica e, conservando o seu perispírito, volta à vida espírita.
II - Separação da alma e do corpo
O desprendimento do perispírito em relação ao corpo:
a) opera-se gradativamente, pois os laços fluídicos que o ligam ao corpo não se quebram mas se desatam :
b) processa-se dos pés para a cabeça, sendo o cérebro o último ponto a se desligar.
No insante da agonia, quando esse desligamento está processando, o desencarnante costuma ter uma visão panorâmica, rápida e resumida mas viva e fiel, dos pontos principais da existência terrena que está findando.
Logo após a desencarnação, o espírito entra em um estado de perturbação espiritual. Como estava acostumado às impressões dos órgãos dos sentidos físicos, fica confuso, como quem desperta de um longo sono e ainda não se habituou, de novo, ao ambiente onde se encontra. A lucidez das idéias e a lembrança do passado irão voltando, à medida que se destrói a influência da matéria.
III - O que influi no processo da desencarnação.
O processo todo da desencarnação e reintegração à vida espírita dependerá:
a)Das circunstâncias da morte do corpo
Nas mortes por velhice, a carga vital foi-se esgotando pouco a pouco e, por isso, o desligamento tende a ser natural e fácil e o espírito poderá superar logo a fase de perturbação.
Nas mortes por doença prolongada, o processo de desligamento também é feito pouco a pouco, com o desligamento paulatino da vitalidade orgânica, e o espírito vai-se preparando psicologicamente para a desencarnação e se ambientando com o mundo espiritual que, às vezes, até começa a entrever, porque suas percepções estão transcedendo ao corpo.
Nas mortes violentas (acidentes, desastres, assassinatos, suicídios, etc.) o rompimento dos laços que ligam o espírito ao corpo é brusco e o espírito pode sofrer com isso e a perturbação tende a ser maior. Em casos excepcionais (como o de alguns suicídas), o espírito poderá sentir-se " preso" ao corpo que se decompões, o que lhe causará dolorosas impressões.
b)Do grau de evolução do espírito desencarnante
De modo geral, quanto mais espiritualizado o desencarnante, mais facilmente consegue desvencilhar-se do corpo físico já sem vida. Quanto mais material e sensual tiver sido sua exitência, mais difícil e demorado é o desprendimento.
A perturbação natural por se sentir desencarnado é menos demorada e menos dolorosa para o espírito evoluído. Quase que imediatamente ele reconhece sua situação, porque, de certa forma, já vinha libertando da matéria antes mesmo de cessar a vida orgânica (vivia mais pelo e para o espírito). Logo retoma a consciência de si mesmo, percebe o ambiente em que se encontra e vê os espíritos ao seu redor. Para o espírito pouco evoluído, apegado à matéria, sem cultivo das suas faculdades espirituais a perturbação é difícil, demorada, sendo acompanhada de ansiedade, angústia, e podendo durar dias, meses e até anos.
O conhecimento do Espiritismo ajuda muito o Espírito na desencarnação, porque não desconhecerá o que se está passando e poderá favorecer o processo, sem se angustiar desnecessariamente e procurando recuperar-se mais rápido da natural perturbação. Entretanto, a prática do bem e a consciência pura é que pode assegurar um despertar pacífico na Pátri Espiritual.
IV - A ajuda espiritual
A bondade divina, que sempre prevê e provê o que precisamos, também não nos falta na desencarnação.
Por toda a parte, há Bons Espíritos que, cumprindo os desígnios divinos, se dedicam à tarefa de auxiliar na desencarnação os que estão retornando à vida espírita.
Alguns amigos e familiares( desencarnados antes) costumam vir receber e ajudar o desencarnante na sua passagem para o outro lado da vida, o que lhe dá muita confiança, calma e, também, alegria pelo reencontro.
Todos receberão essa ajuda, normalmente, se não apresentarem probelemas pessoais e comprometimento com espíritos inferiores. Em caso contrário, o desencarnante às vezes não percebe nem assimila a ajuda ou é privado dessa assistência, ficando à mercê de espíritos inimigos e inferiores, até que os limites da lei divina imponham um basta à ação destes e o Espírito rogue e possa receber a ajuda espiritual.
V - Depois da morte
Após desligar-se do corpo material, o espírito conserva sua individualidade, continua sendo ele mesmo com seus defeitos e virtudes.
Sua situação, feliz ou não, na vida espírita será consequência da sua existência terrena e de suas obras. Os bons sentem-se felizes e no convívio de amigos; os maus sofrem a consequência de seus atos; os medianos experimentam as situações de seu pouco preparo espiritual.
Através do perispírito, conserva a aparência da última encarnação, já que assim se mentaliza. Mais tarde, se puder e desejar, a modificará.
Depois da fase de transição, poderá estudar, trabalhar e preparar-se para nova existência a fim de constinuar evoluindo.