A Chuva

Nobre sobe o vento dissoante
No ventre ardente da água ríspida
Levanta o passo da revoada alucinante
De uma voz assobiada, serena e límpida

Volta opaco o deslumbrante raio
No peso eterno do rungir das grades
Ilumina o seio da mata graciosa
Expulsa as negras ilusões das noites
E embeleza o mundo numa guinada

Descobre as folhas desfalecidas
De onde sempre as acolheram
As sombras que no alto existiam
Sumiram desaparecidas.

23 Ago 82

"Atenção, as poesias são de minha propriedade e estão registradas em cartório!"

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