Placas de Vídeo 

A função da placa de vídeo, é processar as imagens que serão exibidas no monitor. A quantidade de cores e a resolução da imagem, dependem quase que unicamente do trabalho dessa nossa amiga. Hoje em dia, todas as placas à venda são padrão Super VGA, isto significa, que elas podem exibir vários milhões de cores, e suportar resoluções superiores a 800x600 pontos. Antes do SVGA, existiram vários outros padrões de placas de vídeo. Os principais foram:

MDA E CGA

Os primeiros PCs ofereciam apenas duas opções de vídeo, o MDA (Monocrome Display Adapter) e o CGA (Graphics Display Adapter).

Entre os dois, o MDA era o mais primitivo e barato, sendo limitado à exibição de textos com uma resolução de 25 linhas por 80 colunas, permitindo mostrar um total de 2.000 caracteres por tela. Como o próprio nome sugere, o MDA era um padrão de vídeo que não suportava a exibição de mais de duas cores.

Para quem precisava trabalhar com gráficos, existia a opção do CGA, que apesar de ser mais caro, podia exibir gráficos numa resolução de 320 x 200. Apesar do CGA possuir uma palheta de 16 cores, apenas 4 podiam ser exibidas ao mesmo tempo. O CGA também pode trabalhar com resolução de 640 x 200, mas neste caso exibindo apenas textos no modo monocromático, como o MDA.

Apesar de serem extremamente antiquados para os padrões atuais, o MDA e o CGA atendiam bem os primeiros micros PC, que devido aos seus limitados recursos de processamento, eram restritos basicamente a interfaces somente-texto

EGA (ENHANCED GRAPHICS ADAPTER)

Para equipar o PC AT, lançado em 84, a IBM desenvolveu um novo padrão de vídeo, batizado de EGA.

Este novo padrão suportava a exibição de gráficos com resolução de até 640 x 350, com a exibição de até 16 cores simultâneas, que podiam ser escolhidas em uma palheta de 64 cores. Apesar dos novos recursos, o EGA mantinha total compatibilidade com o CGA.

Uma placa de vídeo e um monitor EGA são o requerimento mínimo a nível de vídeo para rodar o Windows 3.11. Apenas o Windows 3.0 ou 3.11 aceitam rodar em sistemas equipados com vídeo CGA. Já para rodar o Windows 95/98, o requisito mínimo é um vídeo VGA.

Tanto o CGA quanto o EGA são padrões completamente obsoletos, sendo uma placa de vídeo e monitor VGA o mínimo utilizável atualmente.

VGA (VIDEO GRAPHICS ADAPTER)

O VGA foi uma grande revolução sobre os padrões de vídeo mais antigos, suportando a resolução de 640 x 480, com a exibição de 256 cores simultaneamente, que podiam ser escolhidas em uma palheta de 262.000 cores. Um pouco mais tarde, o padrão VGA foi aperfeiçoado para trabalhar também com resolução de 800 x 600, com 16 cores simultâneas

A IBM desenvolveu também outros 3 padrões de vídeo, chamados de MCGA, XGA e PGA, que apresentavam algumas melhorias sobre o VGA, mas que não obtiveram muita aceitação por serem arquiteturas fechadas.

Apesar dos avanços, foi mantida a compatibilidade com os padrões de vídeo GCA e EGA, o que permite rodar aplicativos mais antigos sem problemas.

SUPER VGA

Uma evolução natural do VGA, o SVGA é o padrão atual. Uma placa de vídeo SVGA, é capaz de exibir 24 bits de cor, ou seja, vários milhões. Isto é o suficiente para o olho humano não conseguir perceber diferença nas cores de uma imagem exibida no monitor e de uma foto colorida por exemplo. Justamente por isso, as placas de vídeo SVGA são também chamadas de “true-color” ou “cores reais”.

O padrão VESA 1 para monitores e placas de vídeo SVGA estabeleceu o suporte a vários modos de vídeo diferentes, que vão desde 320x200 pontos com 32 mil cores, até 1280 x 1024 pontos com 16 milhões de cores.

O modo de vídeo pode ser alterado a qualquer momento pelo sistema operacional, bastando que seja enviado à placa de vídeo o código correspondente ao novo modo de exibição.
 

Memória de Vídeo
 

Para armazenar a imagem a ser exibida no vídeo, a placa se utiliza da memória de vídeo. O conteúdo desta memória é constantemente atualizado pela placa de vídeo, seguindo as ordens transmitidas pelo microprocessador.

Muitos pensam que quanto mais memória possuir a placa de vídeo, mais rápida ela será, isto porém não é verdade. A quantidade de memória, determina apenas a resolução e quantidade de cores que a placa poderá exibir. Uma placa com 1 MB de memória por exemplo, será capaz de exibir 16 milhões de cores em resolução de 640x480 ou 65 mil cores em resolução de 800x600. Uma placa com 2 B, já seria capaz de exibir 16 milhões de cores em resolução de 800x600.

Para calcular as resoluções e quantidade de cores suportadas pela placa, basta usar um cálculo muito simples, basta multiplicar a resolução horizontal pela resolução vertical e multiplicar pelo bits de cor, sendo que:
 

2 cores (mono)

1 bit de cor

4 cores

2 bits de cor

16 cores

4 bits de cor

256 cores

8 bits de cor

65 mil cores

16 bits de cor

16 milhões (true-color)

24 bits de cor

 
Para poupa-lo de ficar fazendo contas, aí vai uma tabela com a quantidade de memória de vídeo demandada por cada resolução:
 

Resolução

N.º de Pontos

Bits de Cor

N.º de cores

Memória

640x480

307.200

8

256

300 kb

640x480

 

16

65 mil

600 kb

640x480

 

24

16 milhões

900 kb

800x600

480.000

8

256

468 kb

800x600

 

16

65 mil

937 kb

800x600

 

24

16 milhões

1.406 kb

1024x756

786.432

8

256

768 kb

1024x756

 

16

65 mil

1.536 kb

1024x756

 

24

16 milhões

2.304 kb

1280x1024

1.310.720

8

256

1.280 kb

1280x1024

 

16

65 mil

2.560 kb

1280x1024

 

24

16 milhões

3.840 kb

 


Vale lembrar que quanto maior a resolução e quantidade de cores escolhidos, mais baixo será o desempenho da placa. Uma mesma placa trabalhando com 1280x1024 @ 24 bits funcionará muito mas lentamente do que com 800x600 @ 16 bits por exemplo.

TIPOS DE MEMÓRIAS DE VÍDEO

As placas de vídeo utilizam memória RAM para armazenar as imagens que serão mostradas no monitor. Apesar de poderem usar memórias FPM, EDO ou SDRAM comuns, o uso de memórias otimizadas para vídeo, aumenta bastante sua performance. Os principais tipos de memória de vídeo usados atualmente são o VRAM, SGRAM e WRAM.

VRAM (VIDEO RAM)

A VRAM é um tipo de memória especialmente desenvolvido para o uso em placas de vídeo. Sua principal vantagem é que, ao contrário dos tipos convencionais de memória, ela pode ser acessada simultaneamente por dois componentes. Isso permite que a placa de vídeo use os dados contidos na VRAM para atualizar a exibição das imagens, ao mesmo tempo que o processador inclui novos dados. O uso de memórias VRAM aumenta perceptivelmente o desempenho da placa, o problema é que este tipo de memória é bem mais caro que as memórias convencionais, fazendo com que muitos fabricantes optem por utilizar memórias EDO comuns em seus modelos de placas de vídeo mais baratas.

SGRAM (SYNCHRONOUS GRAPHIC RAMDOM ACCESS MEMORY)

A SGRAM é um tipo de memória SDRAM otimizada para o uso em placas de vídeo, que apesar de possuir apenas uma entrada de dados, pode ser dividida em duas páginas de memória. Como ambas as páginas podem ser acessadas ao mesmo tempo, simulamos uma dupla entrada de dados.

Atualmente as memórias SGRAM vêm atualmente sendo cada vez mais usadas em placas de vídeo de baixo e médio desempenho, pois apesar do desempenho levemente inferior às memórias VRAM são muito mais baratas, sendo substitutas ideais para as memórias EDO.

WRAM (WINDOWS RAM)

Como o nome sugere, a Windows Ram é um tipo de memória de vídeo otimizada para sistemas gráficos como o Windows. Basicamente temos um tipo de VRAM melhorado, que possui um desempenho cerca de 25% superior. Apesar da melhora no desempenho, a WRAM é mais barata que as memórias VRAM comuns, tendo obtido uma enorme aceitação no mercado.
 

Ao decidir qual modelo de placa de vídeo comprar para o seu próximo upgrade, o tipo de memória utilizado deve ser levado em consideração, pois influencia diretamente na performance da placa.
 

Placas de Vídeo 3D
 

A função de uma placa de vídeo 3D, é auxiliar o processador na exibição de imagens tridimensionais, estas imagens são formadas por inúmeros polígonos, sobre os quais são aplicadas texturas. Para apresentar a imagem de uma casa em 3D por exemplo, seja num jogo ou programa gráfico, é preciso que o programa mantenha na memória, a localização dos inúmeros polígonos que compõe a casa, juntamente com as texturas que serão aplicados sobre eles. É justamente o uso de polígonos que torna uma imagem tridimensional.
 
 

Você pode perguntar então: Existem muitos jogos tridimensionais que dispensam o uso de placas 3D, como o Doom, FX Fighter, Duke Nukem, Quake, Tomb Rider, etc. Fora os programas gráficos. Qual então é a necessidade do uso de uma placa 3D?
 
A resposta é simples: Apesar do processador sozinho ser capaz de criar imagens tridimensionais, ele sozinho não consegue gerar imagens 3D com uma boa qualidade,, pois tais imagens exigem um número absurdo de cálculos, e além disso o processador tem que ao mesmo tempo executar inúmeras outras tarefas. Alguém então pensou: “E se criássemos um dispositivo para auxiliar o processador a criar imagens 3D perfeitas?” Daí surgiram as placas 3D, que possuem processadores dedicados cuja função é unicamente processar as imagens, o que podem fazer com incrível rapidez, deixando o processador livre para executar outras tarefas, com elas conseguimos imagens quase perfeitas com incrível rapidez. Vale lembrar que uma placa de vídeo 3D só melhora a imagem em aplicações que façam uso de imagens tridimensionais, em aplicativos 2D, a placa fica ociosa.

Mesmo em aplicativos que fazem uso de imagens tridimensionais, como em Jogos como o Tomb Rider, é preciso ter o DirectX, assim como os drivers corretos para a placa funcionar. Uma placa corretamente instalada pode fazer verdadeiros milagres.
 

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   © 2000 Bruce Moraes.