| Introdução aos números naturais |
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O conjunto dos números naturais é representado pela letra maiúscula N e estes números são construídos com os algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, que também são conhecidos como algarismos indo-arábicos.
No século VII, os árabes invadiram a Índia, difundindo o seu sistema numérico.
Embora o zero não seja um número natural no sentido que tenha sido proveniente de objectos de contagens naturais, iremos considerá-lo como um número natural uma vez que ele tem as mesmas propriedades algébricas que os números naturais. Na verdade, o zero foi criado pelos hindus na montagem do sistema posicional de numeração para suprir a deficiência de algo nulo.
Na sequência abaixo consideraremos como naturais tendo início com o número zero e escreveremos este conjunto como:
| N = { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, ...} |
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Representaremos o conjunto dos números naturais com a letra N. As reticências (três pontos) indicam que este conjunto não tem fim. N é um conjunto com infinitos números.
Excluindo o zero do conjunto dos números naturais, o conjunto será representado por N*, isto é:
| N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, ...} |
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A construção dos Números Naturais
Todo número natural dado tem um sucessor (número que vem depois do número dado), considerando também o zero.
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Exemplos:
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O sucessor de m é m + 1 se, m é um número natural. |
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O sucessor de 0 é 1. |
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O sucessor de 1 é 2. |
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O sucessor de 19 é 20. |
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| Se um número natural é sucessor de outro, então os dois números juntos são chamados números consecutivos. |
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Exemplos:
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1 e 2 são números consecutivos |
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5 e 6 são números consecutivos |
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50 e 51 são números consecutivos |
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Vários números formam uma colecção de números naturais consecutivos se o segundo é sucessor do primeiro, o terceiro é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do terceiro e assim sucessivamente. |
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Exemplos:
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1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 são números consecutivos |
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5, 6 e 7 são números consecutivos |
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50, 51, 52 e 53 são números consecutivos |
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Todo número natural dado n, excepto o zero, tem um antecessor (número que vem antes do número dado). |
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Exemplos:
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O antecessor de m é m-1 se, m é um número natural finito diferente de zero. |
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O antecessor de 2 é 1. |
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O antecessor de 56 é 55. |
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O antecessor de 10 é 9. |
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O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos números naturais pares.
Embora uma sequência real seja um outro objecto matemático denominado função, algumas vezes utilizaremos a denominação sequência dos números naturais pares para representar o conjunto dos números naturais pares:
P = { 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...}
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos números naturais ímpares, às vezes também chamado, a sequência dos números ímpares.
I = { 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}
Igualdades e Desigualdades
Diremos que um conjunto A é igual a um conjunto B se, e somente se, o conjunto A está contido no conjunto B e o conjunto B está contido no conjunto A. Quando a condição acima for satisfeita, escreveremos A=B (lê-se: A é igual a B) e quando não for satisfeita denotaremos tal facto por:
(lê-se: A é diferente de B). Na definição de igualdade de conjuntos, vemos que não é importante a ordem dos elementos no conjunto.
Exemplo com igualdade:
Notamos que os elementos do conjunto A são os mesmos elementos do conjunto B. Neste caso, A=B.
Vamos considerar agora uma situação em que os elementos dos conjuntos A e B serão distintos. Neste caso, dizemos que A é diferente de B.
Sejam A = {a,b,c,d} e B = {1,2,3,d}. Estes conjuntos são diferentes pois nem todos os elementos do conjunto A estão em B e nem todos os elementos do conjunto B estão em A.
Não podemos afirmar que um conjunto é maior do que o outro conjunto.
Exercício: Coloque um dos três sinais: <, > ou = em cada linha da tabela abaixo.
Exercício: Representar cada conjunto analiticamente, isto é, através de alguma propriedade e depois por extensão, apresentando os elementos:
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N : Conjunto dos Números Naturais |
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P : Conjunto dos Números Naturais Pares |
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I : Conjunto dos Números Naturais Ímpares |
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E : Conjunto dos Números Naturais menores que 16 |
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L : Conjunto dos Números Naturais maiores que 11 |
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R : Conjunto dos Números Naturais maiores ou iguais a 28 |
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C : Conjunto dos Números Naturais que estão entre 6 e 10 |
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A adição de números naturais
A primeira operação fundamental da Aritmética, tem por finalidade reunir em um só número, todas as unidades de dois ou mais números. Antes de surgir os algarismos indo-arábicos, as adições podiam ser realizadas por meio de tábuas de calcular, com o auxílio de pedras ou por meio de ábacos.
Propriedades da Adição
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Fechamento
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A adição é fechada no conjunto dos números naturais, pois a soma de dois números naturais é ainda um número natural. O facto que a operação de adição é fechada em N é conhecido na literatura do assunto como: |
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A adição é uma lei de composição interna no conjunto N. |
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Associativa
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A adição é associativa no conjunto dos números naturais, pois na adição de três ou mais parcelas de números naturais quaisquer é possível associar as parcelas de quaisquer modos, ou seja, com três números naturais, somando o primeiro com o segundo e ao resultado obtido somarmos um terceiro, obteremos um resultado que é igual à soma do primeiro com a soma do segundo e o terceiro. |
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Elemento neutro
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Na adição de números naturais, existe o elemento neutro que é o zero, pois tomando um número natural qualquer e somando com o elemento neutro (zero), o resultado será o próprio número natural. |
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Comutativa
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A adição é comutativa no conjunto dos números naturais, pois a ordem das parcelas não altera a soma, ou seja, somando a primeira parcela com a segunda parcela, teremos o mesmo resultado que se somando a segunda parcela com a primeira parcela. |
Curiosidade: Tabela de adição
| 0 |
1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
| 1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
| 2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
12 |
| 3 |
4 |
5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
12 |
13 |
| 4 |
5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
12 |
13 |
14 |
| 5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
12 |
13 |
14 |
15 |
| 6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
12 |
13 |
14 |
15 |
16 |
| 7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
12 |
13 |
14 |
15 |
16 |
17 |
| 8 |
9 |
10 |
11 |
12 |
13 |
14 |
15 |
16 |
17 |
18 |
| 9 |
10 |
11 |
12 |
13 |
14 |
15 |
16 |
17 |
18 |
19 |
| 10 |
11 |
12 |
13 |
14 |
15 |
16 |
17 |
18 |
19 |
20 |
| 11 |
12 |
13 |
14 |
15 |
16 |
17 |
18 |
19 |
20 |
21 |
Para somar dois números com a tabela em anexo, basta fixar um número na primeira linha e um segundo número na primeira coluna e na intersecção da linha com a coluna fixadas, obtemos a soma desses números.
Como exemplo, na tabela ao lado, se tomamos o número 7 que está na linha horizontal e o número 6 que está na linha vertical, obteremos a soma 13 que está no cruzamento das duas linhas.
Multiplicação de Números Naturais
É a operação que tem por finalidade adicionar o primeiro número denominado multiplicando ou parcela, tantas vezes quantas são as unidades do segundo número denominado multiplicador.
Exemplo: 4 vezes 9 é somar o número 9 quatro vezes:
4 x 9 = 9 + 9 + 9 + 9 = 36
O resultado da multiplicação é denominado produto e os números dados que geraram o produto, são chamados factores. Usamos o sinal x ou · ou × para representar a multiplicação.
Propriedades da multiplicação
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Fechamento |
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A multiplicação é fechada no conjunto N dos números naturais, pois realizando o produto de dois ou mais números naturais, o resultado estará em N. O fato que a operação de multiplicação é fechada em N é conhecido na literatura do assunto como: |
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A multiplicação é uma lei de composição interna no conjunto N. |
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Associativa
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Na multiplicação, podemos associar 3 ou mais factores de modos diferentes, pois se multiplicarmos o primeiro factor com o segundo e depois multiplicarmos por um terceiro número natural, teremos o mesmo resultado que multiplicar o terceiro pelo produto do primeiro pelo segundo. |
(m.n).p = m.(n.p)
(3.4).5 = 3.(4.5) = 60
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Elemento Neutro
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No conjunto dos números naturais existe um elemento neutro para a multiplicação que é o 1. Qualquer que seja o número natural n, tem-se que: |
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1.n = n.1 = n
1.7 = 7.1 = 7
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Comutativa
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Na multiplicação de dois números naturais quaisquer, a ordem dos factores não altera o produto, ou seja, multiplicando o primeiro elemento pelo segundo elemento teremos o mesmo resultado que se multiplicarmos o segundo elemento pelo primeiro elemento. |
m.n = n.m
3.4 = 4.3 = 12
Propriedade Distributiva
Multiplicando um número natural pela soma de dois números naturais, é o mesmo que multiplicar o factor, por cada uma das parcelas e a seguir adicionar os resultados obtidos.
m . ( p + q ) = m . p + m . q
6 x ( 5 + 3 ) = 6 x 5 + 6 x 3 = 30 + 18 = 48
Divisão de Números Naturais
Dados dois números naturais, às vezes necessitamos saber quantas vezes o segundo está contido no primeiro. O primeiro número que é o maior é denominado dividendo e o outro número que é menor é o divisor. O resultado da divisão é chamado quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo quociente obteremos o dividendo.
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada, pois nem sempre é possível dividir um número natural por outro número natural e na ocorrência disto a divisão não é exacta.
Relações essenciais numa divisão de números naturais
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Numa divisão de números naturais, o divisor deve ser menor do que o dividendo. |
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35 : 7 = 5 |
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Numa divisão de números naturais, o dividendo é o produto do divisor pelo quociente. |
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35 = 5 x 7
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A divisão de um número natural n por zero não tem sentido pois, se admitíssemos que o quociente fosse q, então poderíamos escrever: |
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n ÷ 0 = q
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e isto significa que: |
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n = 0 x q = 0
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o que não é correcto, logo a divisão de n por 0 não tem sentido ou ainda é dita impossível. |
Exercício: Substituindo X por 6 e Y por 9, qual o valor da soma do dobro de X pelo triplo de Y.
Potenciação de Números Naturais
Dados dois números naturais x e y, a expressão xy, representa um produto de y factores iguais ao número x, ou seja:
xy = x . x . x . x ... x . x . x
y vezes
O número que se repete como factor denomina-se base que neste caso é x. O número de vezes que a base se repete é denominado expoente que neste caso é y. O resultado denomina-se potência. Esta operação não passa de uma multiplicação com factores iguais.
Exemplos:
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23 = 2 . 2 . 2 = 8 |
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43 = 4 . 4 . 4 = 64 |
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Propriedades da Potenciação
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Uma potência cuja base é igual a 1 e o expoente natural é n, denotado por 1n, será sempre igual a 1. |
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Exemplos:
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1n = 1 . 1 ... 1 (n vezes) = 1 |
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13 = 1 . 1 . 1 = 1 |
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17 = 1 . 1 . 1 . 1 . 1 . 1 . 1 = 1 |
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Se n é um número natural diferente de zero, então a potência no será sempre igual a 1. |
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Exemplos:
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no = 1 |
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5o = 1 |
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49o = 1 |
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Qualquer que seja a potência em que a base é o número natural n e o expoente é igual a 1, denotado por n1 é igual ao próprio n. |
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Exemplos:
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n1 = n |
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51 = 5 |
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641 = 64 |
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Toda potência 10n é o número formado pelo algarismo 1 seguido de n zeros. |
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Exemplos:
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103 = 1000 |
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108 = 100.000.000 |
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10o = 1 |
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Números grandes
No livro "Matemática e Imaginação", o matemático americano Edward Kasner apresentou um número denominado googol que pode ser representado por 1 seguido de 100 zeros.
1 Googol = 10100
Ele pensou que este era um número superior a qualquer coisa que passasse pela mente humana sendo maior do que qualquer coisa que pode ser posta na forma de palavras. Um googol é um pouco maior do que o número total de partículas elementares conhecidas no universo, algo da ordem de 1080. Se o espaço com estas partículas fosse comprimido de uma forma sólida com neutrões, este ficaria com algo em torno de 10128 partículas.
Um outro matemático criou então o googolplex e o definiu como sendo 10 elevado ao googol.
1 Googolplex = 10Googol = 1010100
Múltiplos de números Naturais
Diz-se que um número natural a é múltiplo de outro natural b, se existe um número natural k tal que:
a=k.b
Exemplos:
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15 é múltiplo de 5, pois 15 = 3 x 5 |
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24 é múltiplo de 4, pois 24 = 6 x 4 |
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24 é múltiplo de 6, pois 24 = 4 x 6 |
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27 é múltiplo de 9, pois 27 = 3 x 9 |
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Quando a = k . b, segue que a é múltiplo de b, mas também, a é múltiplo de k, como é o caso do número 35 que é múltiplo de 5 e de 7, pois:
35 = 7 x 5
Quando a=k.b, então a é múltiplo de b e se conhecemos b e queremos obter todos os seus múltiplos, basta fazer k assumir todos os números naturais possíveis. Para obter os múltiplos de 2, isto é, os números da forma a=kx2 onde k é substituído por todos os números naturais possíveis. A tabela abaixo nos auxiliará:
| a |
= |
k |
x |
2 |
| 0 |
= |
0 |
x |
2 |
| 2 |
= |
1 |
x |
2 |
| 4 |
= |
2 |
x |
2 |
| 6 |
= |
3 |
x |
2 |
| 8 |
= |
4 |
x |
2 |
| 10 |
= |
5 |
x |
2 |
| 12 |
= |
6 |
x |
2 |
O conjunto dos números naturais é infinito, assim existem infinitos múltiplos de 2, ou de qualquer outro número natural.
O conjunto dos múltiplos de um número natural y é infinito e vamos nos referir a este conjunto com a notação M(y).
Exemplo: Múltiplos de 7: M(7) = {0,7,14,21,28,35,42,...}
| M(7) |
0 |
7 |
14 |
21 |
28 |
35 |
42 |
| 0x7 |
1x7 |
2x7 |
3x7 |
4x7 |
5x7 |
6x7 |
Exemplo: Múltiplos de 11: M(11) = {0,11,22,33,44,55,66,77,...}
| M(11) |
0 |
11 |
22 |
33 |
44 |
55 |
66 |
| 0x11 |
1x11 |
2x11 |
3x11 |
4x11 |
5x11 |
6x11 |
Observação: Como estamos considerando 0 como um número natural, então o número 0 (zero) será múltiplo de todo número natural. Tomando k=0 em a=k.b obtemos a=0 para todo b natural.
Exemplo: Alguns múltiplos de zero.
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0 = 0 x 2 |
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0 = 0 x 5 |
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0 = 0 x 12 |
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0 = 0 x 15 |
| |
Observação: Um número b é sempre múltiplo dele mesmo.
a = 1 x b <=> a = b
Exemplos: Basta tomar o mesmo número multiplicado por 1 para obter um múltiplo dele próprio.
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3 = 1 x 3 |
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5 = 1 x 5 |
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15 = 1 x 15 |
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Divisores de números Naturais
A definição de divisor está relacionada com a de múltiplo. Um número natural b é divisor do número natural a, se a é múltiplo de b.
Exemplo: 3 é divisor de 15, pois 15=3x5, logo 15 é múltiplo de 3 e também é múltiplo de 5.
Um número natural tem uma quantidade finita de divisores. Por exemplo, o número 6 poderá ter no máximo 6 divisores, pois trabalhando no conjunto dos números naturais não podemos dividir 6 por um número maior do que ele.
Os divisores naturais de 6 são os números 1, 2, 3, 6, o que significa que o número 6 tem 4 divisores.
Os divisores de um número y também formam um conjunto finito, que aqui denotaremos por D(y).
Exemplos:
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Divisores de 18: D(18) = { 1, 2, 3, 6, 9, 18 } |
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Divisores de 15: D(15) = { 1, 3, 5, 15 } |
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Observação:
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O número 0(zero) é múltiplo de todo número natural. |
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Zero(0) não é divisor de nenhum número natural, excepto dele próprio. |
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Se pudéssemos considerar que 6÷0=b, então teríamos que admitir que:
6 = 0 x b
mas não existe um número b que multiplicado por 0 (zero) seja igual a 6, portanto a divisão de 6 por 0 é impossível.
A divisão de zero por zero é indeterminada, o que significa que pode existir uma situação que ela passe a ter significado, no sentido seguinte:
Se aceitarmos que
0 ÷ 0 = X ÷ 1 = X
então também poderemos aceitar que o produto dos meios é igual ao produto dos extremos nesta proporção e assim:
0 × 1 = 0 × X = 0
que não é contraditório e isto pode ser realizado para todo X real, razão pela qual a expressão da forma 0 ÷ 0 é dita indeterminada.
Números primos
Um número primo é um número natural com exactamente dois divisores naturais distintos.
Exemplos:
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2 é primo pois D(2) = {1,2} |
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3 é primo pois D(3) = {1,3} |
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5 é primo pois D(5) = {1,5} |
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7 é primo pois D(7) = {1,7} |
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14 não é primo pois D(14) = {1,2,7,14} |
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Crivo de Eratóstenes
É um processo para a obtenção de números primos menores do que um determinado número natural k. Normalmente construímos uma tabela contendo todos os primeiros k números naturais.
Para determinar os números primos nesta tabela, basta seguir os seguintes passos.
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Determinamos o primeiro número primo que é 2, lembrando que 1 não é primo. |
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Eliminamos todos os múltiplos de 2 que encontrarmos na tabela. |
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Determinamos o próximo número primo que será 3, que coincidirá com o próximo número não marcado da tabela. |
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 |
Eliminamos todos os múltiplos de 3. |
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Voltamos ao passo 3, com o próximo número primo. |
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| |
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Continuamos o processo. |
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| 1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
| 11 |
12 |
13 |
14 |
15 |
16 |
17 |
18 |
19 |
20 |
| 21 |
22 |
23 |
24 |
25 |
26 |
27 |
28 |
29 |
30 |
| 31 |
32 |
33 |
34 |
35 |
36 |
37 |
38 |
39 |
40 |
| 41 |
42 |
43 |
44 |
45 |
46 |
47 |
48 |
49 |
50 |
| 51 |
52 |
53 |
54 |
55 |
56 |
57 |
58 |
59 |
60 |
| 61 |
62 |
63 |
64 |
65 |
66 |
67 |
68 |
69 |
70 |
| 71 |
72 |
73 |
74 |
75 |
76 |
77 |
78 |
79 |
80 |
| 81 |
82 |
83 |
84 |
85 |
86 |
87 |
88 |
89 |
90 |
| 91 |
92 |
93 |
94 |
95 |
96 |
97 |
98 |
99 |
100 |
Na tabela, listamos os 100 primeiros números naturais, indicando com a cor de fundo "amarela" os números primos e com a cor de fundo "verde" os números que não são primos. Como exemplo, 2 é primo, enquanto 25 não é primo, pois é múltiplo de 5.
Assim encontramos os seguintes números primos na tabela.
P={2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47, 53, 59, 61, 67, 71, 73, 79, 83, 89, 97}
Observações:
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1 não é primo pois tem apenas 1 divisor. |
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| |
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Todo número natural pode ser escrito como o produto de números primos, de forma única. |
| |
Mínimo Múltiplo Comum
Diz-se que um número m é múltiplo comum dos número a e b se m é múltiplo de a e também é múltiplo de b, ou seja.
m = k . a
e
m = w . b
onde k e w números naturais.
Exemplos: Múltiplos comuns
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24 é múltiplo comum de 6 e 8. |
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| |
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15 é múltiplo comum de 3 e 5. |
| |
Determinaremos agora todos os números que tem 18 como múltiplo comum, o que é o mesmo que obter todos os divisores naturais de 18.
18 é múltiplo comum de 1 e 18 pois 18=1x18.
18 é múltiplo comum de 2 e 9 pois 18=2x9.
18 é múltiplo comum de 3 e 6 pois 18=3x6.
Observe que 18 é múltiplo comum de todos os seus divisores, logo:
D(18) = {1,2,3,6,9,18}
Agora determinaremos os múltiplos comuns dos números a e b. Para isso denotaremos por M(a) o conjunto dos múltiplos de a, por M(b) o conjunto dos múltiplos de b e tomar a intersecção entre os conjuntos M(a) e M(b).
Exemplo: Múltiplos comuns de 3 e 5.
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M(3)={0,3,6,9,12,15,18,21,24,27,30,33,36,39,42,45,...} |
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M(5)={0,5,10,15,20,25,30,35,40,45,50,55,...} |
 |
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Desse modo, a intersecção entre os conjuntos M(3) e M(5) forma um conjunto infinito com os múltiplos comuns de 3 e de 5.
M(3)
M(5) = {0,15,30,45,...}
Como estamos considerando 0 (zero) como número natural, ele irá fazer parte dos conjuntos de todos os múltiplos de números naturais e será sempre o menor múltiplo comum.
Por definição, o Mínimo Múltiplo Comum (MMC) de dois ou mais números naturais é o menor múltiplo comum a esses números que é diferente de zero. Logo, no conjunto:
M(3)
M(5) = {0, 15, 30, 45, ...}
o Mínimo Múltiplo Comum entre 3 e 5 é igual a 15.
Quando trabalharmos com dois números a e b, utilizaremos a notação MMC(a,b) para representar o Mínimo Múltiplo Comum entre os números naturais a e b, lembrando sempre que o menor múltiplo comum deve ser diferente de zero.
Exemplo: Como:
M(4) = {0,4,8,12,16,20,24,...}
M(6) = { 0, 6, 12, 18, 24, ...}
então:
MMC(4,6) = min {12,24,36,...} = 12
É interessante notar que o conjunto dos múltiplos do MMC(a,b) é igual ao conjunto dos múltiplos comuns de a e b.
Realmente: MMC(3,5)=15
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M(15) = {0,15,30,45,60,...} |
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M(3) = {0,3,6,9,12,15,18,21,24,27,30,...} |
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M(5) = {0,5,10,15,20,25,30,35,40,45,...} |
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M(3) M(5) = {0,15,30,45,...} |
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Observe que M(15) = M(3)
M(5)
Método para determinar o MMC: Do ponto de vista pedagógico, o processo acima é excelente para mostrar o significado do MMC mas existe um método prático para realizar tal tarefa sem trabalhar com conjuntos.
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Num papel faça um traço vertical, de forma que sobre espaço livre tanto à direita como à esquerda do traço. |
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Do lado esquerdo do traço escreva os números naturais a, b, c, ... como uma lista, separados por vírgulas, para obter o MMC(a,b,c,...). Por exemplo, tomaremos 12, 22 e 28 do lado esquerdo do traço vertical e do lado direito do traço colocamos o menor número primo que divide algum dos números da lista que está à esquerda. |
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Dividimos todos os números da lista da esquerda, que são múltiplos do número primo que está à direita do traço, criando uma nova lista debaixo da lista anterior com os valores resultantes das divisões (possíveis) e com os números que não foram divididos. |
| 12 |
22 |
28 |
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2 |
| 6 |
11 |
14 |
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Repetimos a partir do passo 3 até que os valores da lista que está do lado esquerdo do traço se tornem todos iguais a um. |
| 12 |
22 |
28 |
| |
2 |
| 6 |
11 |
14 |
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2 |
| 3 |
11 |
7 |
| |
3 |
| 1 |
11 |
7 |
| |
7 |
| 1 |
11 |
1 |
| |
11 |
| 1 |
1 |
1 |
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924 |
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O MMC é o produto de todos os números primos que colocamos do lado direito do traço, ( e que ficam piscando para você). |
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Neste caso: MMC(12,22,28)=924. |
Exemplo: Determinaremos os MMC dos números 12 e 15.
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Montagem da tabela: |
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Dividimos todos os números da lista da esquerda pelos números primos (quando a divisão for possível), criando novas listas sob as listas anteriores. |
| 12 |
15 |
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2 |
| 6 |
15 |
| |
2 |
| 3 |
15 |
| |
3 |
| 1 |
5 |
| |
5 |
| 1 |
1 |
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60 |
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O MMC(12,15) = 60 é o produto de todos os números primos que colocamos do lado direito do traço. |
Máximo Divisor Comum
Para obter o Máximo Divisor Comum devemos introduzir o conceito de divisor comum a vários números naturais. Um número d é divisor comum de outros dois números naturais a e b se, d divide a e d divide b simultaneamente. Assim:
a = k1 x d
e
b = k2 x d
Exemplos: Divisores comuns.
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8 é divisor comum de 24 e 56, pois: |
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24 = 3 x 8 e 56 = 7 x 8 |
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3 é divisor comum de 15 e 36, pois: |
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15 = 5 x 3 e 36 = 12 x 3 |
Observação: Um número d é divisor de todos os seus múltiplos. O conjunto dos divisores comuns de dois números é finito, pois o conjunto dos divisores de um número é finito.
Agora determinaremos os divisores comuns aos números 16 e 24.
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D(16) = { 1, 2, 4, 8, 16 } |
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D(24) = { 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24 } |
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D(16) D(24) = {1, 2, 4, 8} |
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Ocorre que o menor divisor comum entre os números 16 e 24, é 1, assim não interessa o menor divisor comum mas sim o maior divisor que pertence simultaneamente aos dois conjuntos de divisores.
Denotaremos por MDC(a,b), o Máximo Divisor Comum entre os números naturais a e b.
Exemplos: Como:
D(16) = { 1, 2, 4, 8, 16 }
D(24) = {1,2,3,4,6,8,12,24}
então:
MDC(16,24) = max( D(16)
D(24)) = 8
Método prático para a determinação do MDC: De forma similar ao cálculo do MMC(a,b), temos também um procedimento prático para determinar o MDC(a,b) entre dois números naturais, pois encontrar conjuntos de divisores para cada número pode ser trabalhoso. Para introduzir este método, determinaremos o MDC entre os números 30 e 72.
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Comece construindo uma grade com 3 linhas e algumas colunas, colocando os números dados na linha do meio. Na primeira coluna coloque o maior deles e na segunda coluna o menor. |
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Efectue a divisão do maior pelo menor colocando o quociente no espaço sobre o número menor na primeira linha e o resto da divisão no espaço logo abaixo do maior número na terceira linha. |
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Passe o resto da divisão para o espaço localizado à direita do menor número na linha central. |
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Realizamos agora a divisão do número 30, pelo resto obtido anteriormente que é 12. |
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Novamente, o quociente será colocado sobre o número 12 e o resto da divisão ficará localizado abaixo do número 30. |
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Realizamos agora a (última!) divisão do número 12, pelo resto obtido anteriormente que é 6. |
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Novamente, o quociente será colocado sobre o número 6 e o resto da divisão ficará localizado abaixo do número 12. |
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Como o resto da última divisão é 0 (zero), o último quociente encontrado representa o MDC entre 30 e 72, logo denotamos tal fato por: |
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MDC(30,72)=6 |
Exercício: Se a diferença entre dois números é 126 e o máximo divisor comum entre eles é 18, quais são esses números?
Solução: Sejam X e Y os tais números procurados. Assim, X e Y devem ser múltiplos de 18, logo podem ser escritos na forma:
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X = 18a e Y = 18b |
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Assim: |
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18a - 18b = 126 |
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18 (a - b) = 18 × 7 |
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a - b = 7 |
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Tomando a=8 e b=1 teremos X = 144 e Y = 18 |
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Exercício: Se a soma de dois números é 420 e o máximo divisor comum entre eles é 60, quais são esses números?
Solução: Sejam X e Y os tais números procurados. Assim, X e Y devem ser múltiplos de 60, logo podem ser escritos na forma:
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X = 60a e Y = 60b |
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Assim: |
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60a + 60b = 420 |
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60 (a + b) = 60 × 7 |
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a + b = 7 |
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Tomando a = 6 e b = 1 teremos X = 360 e Y = 60 |
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Exercício: Se a divisão entre dois números é igual a 1,2 e o máximo divisor comum entre eles é 15, quais são esses números?
Solução: Sejam X e Y os tais números procurados. Assim, X e Y devem ser múltiplos de 15, logo podem ser escritos na forma:
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X = 15a e Y = 15b |
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Assim: |
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15a ÷ 15b = 1,2 |
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a ÷ b = 1,2 = 12 ÷ 10 = 6 ÷ 5 |
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Tomando a = 6 e b = 5, teremos X = 90 e Y = 75 |
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Relação entre o MMC e MDC
Uma relação importante e bastante útil entre o MMC e o MDC é o fato que o MDC(a,b) multiplicado pelo MMC(a,b) é igual ao produto de a por b, isto é:
MDC(a,b).MMC(a,b) = a.b
MDC(12,15).MMC(12,15) = 12.15=180
Exemplo:
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MDC(12,15) = 3 |
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MMC(12,15) = 60 |
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3 x 60 = 180 = 12 x 15 |
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Esta relação é útil quando precisamos encontrar o MMC e o MDC de dois números, basta encontrar um deles e usar a relação acima.
Exemplo: Determinar o MMC e o MDC entre 15 e 20.
O primeiro passo é determinar o MDC ou o MMC entre 15 e 20, obtido o MDC(15,20) = 5 e sabendo que 15 x 20 = 300, basta lembrar que MDC(15,20) . MMC(15,20) = 15 x 20 e fazer
Donde obtém-se que o MMC(15,20) é igual a 300 dividido por 5, ou seja MMC(15,20) = 60
Exercício: Se a soma de dois números é 320 e o mínimo múltiplo comum entre eles é 600, quais são esses números? Qual é o máximo divisor comum entre eles?
Solução: Sejam X e Y os números procurados. Assim, X e Y devem satisfazer à relação:
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X e Y devem dividir 600, logo devem pertencer ao conjunto |
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D={1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 12, 15, 20, 24, 25, 30, 75, 100, |
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120, 150, 200, 300, 600} |
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Dois números deste conjunto que somados dão 320, são: |
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300 e 20 ou 200 e 120 |
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Descartamos o par: 300 e 20 pois mmc(300,20)=300 |
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Os números são X=200 e Y=120 cujo mmc(200,120)=600 |
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O mdc(200,120) = 40. |
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Primos entre si
Dois números naturais são primos entre si quando o MDC entre eles é igual a um.
Exemplo: 16 não é um número primo, 21 também não é um número primo mas 16 e 21 são primos entre si pois MDC(16,21) = 1
Radiciação de números naturais
Radiciação de ordem n é o processo pelo qual dado um número natural a devemos determinar um número natural b tal que:
bn = a
onde n é um número natural. É o processo inverso da potenciação.
Representamos a operação de radiciação por: Rn[a], a(1/n), pot(a,1/n), pow(a,1/n) ou por um símbolo clássico:
que se lê: raiz n-ésima de a. Uma notação simples e muito comum no meio científico é aquela que usa o acento circunflexo: a^(1/n).
Raiz quadrada: A raiz quadrada de um número não negativo (não somente natural) é um outro número não negativo b tal que:
b2 = a
A raiz quadrada de um número não negativo a pode ser denotada por a^(1/2).
Exemplo: Para determinar a raiz quadrada de 36 deve-se obter b de forma que
b2 = b . b = 36
Por tentativa devemos dividir 36 por seus divisores até que o divisor seja igual ao quociente
36 / 2 = 18
36 / 3 = 12
36 / 4 = 9
36 / 6 = 6
Portanto +6 é a raiz quadrada de 36.
Raiz cúbica: A raiz cúbica de um número (não somente natural) a é um número b tal que:
b3 = b . b . b = a
A raiz cúbica de um número a pode ser denotada por a^(1/3).
Exemplo: Para determinar a raiz cúbica de 64, deve-se determinar b de forma a obter
b3 = b . b . b = 64
Por tentativa, temos :
1 x 1 x 1 = 1
2 x 2 x 2 = 8
3 x 3 x 3 = 27
4 x 4 x 4 = 64
Portanto 4 é raiz cúbica de 64.