PERSPECTIVAS

 

Perspectiva maior do grupo: possuir uma sede social própria, que permita desenvolver um trabalho ainda mais profícuo e apurado em prol da comunidade em que este grupo está inserido; esta sede será um ponto de paragem obrigatório para o turismo.

Assim serão divulgadas para todo o mundo as nossas músicas e as nossas letras, cantadas e tocadas pelos elementos do Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha. Os elementos do «Recordar e Conhecer» são todos oriundos deste freguesia, que é o orgulho de todos os habi-tantes da nossa freguesia e a saudade de todos os emigrantes dos Estados Unidos,Canadá e Brasil. 

 

 

 

 

 

Construção de uma Sede, um Museu de “O Traje” e Etnográfico.

 

 

 

        ”E na verdade, certos usos e costumes que, ainda hoje, se notam nos actuais habitantes desta popular freguesia, e que eles guardam entre si, como um dever sagrado, e sobretude a aspereza do seu próprio dialecto inteiramente diferente do das de mais freguesias e povoações da Ilha, parece indicar prender-se a sua origem a uma colónia estrangreira, tornando-se verosimil esta presunção”.

        Tivesse sido assim ou não, a verdade é que ainda hoje a freguesia da Ribeirinha reveste e revela especiais características que plenamente justificam todo o cuidado que deve ser posto não só na preservação do seu património cultural como também no seu estudo e divulgação.

        Situado à nascente de Angra a Ribeirinha é terra de gente laboriosa e empreendedora que no campo da agro-pecuária tem a sua principal actividade, não obstante a existência de muitos trabalhadores de Serviços e Operários.

        E é por daqui virmos e aqui estarmos que sentimos a premente necessidade de dar vida, activa e útil, ao nosso Grupo.

        Fazêmo-lo depois de aturado estudo junto dos “mais antigos” cujos ensinamentos (aliados às notas escritas que ainda é possivel encontrar) serviram e servirão para nortear Toda a nossa presença e actividade.

        Hoje começamos (queremos começar) com a Sede, o Museu de “O Traje” e Etnográfico, os trajes realmente novos, da Ribeirinha (tão conhecida e famosa pelos seus trabalhos de tear e pelas cores conseguidas por meios artesanais cujos segredos agora conhecemos e queremos aproveitar).

        Mais tarde – mas tão breve quanto o nosso entusiasmo e os apoios que conseguirmos o permitirem – abriremos a nossa sede que queremos seja verdadeira casa Museu dos Trajes não só do nosso lugar mas também de todo o País.

        Aliando às recolhas que já iniciamos, elementos de natureza etnográfico ligados ao ciclo da terra e da vida.

        Verdadeiro polo de animação sócio-cultural (no sentido de fazer e fazer com que outros façam) o nosso grupo acredita trazer algo de novo (ou algo de diferentemente pensado, pelo menos) nos dominios da etnografia e do próprio folclore.

        Verdadeiro “sumo da terra” é à terra (a nossa) que, de inicio e como base estrutural, estamos ligados. É dela, das suas-nossas gentes, que viu e virá a verdade de quanto fizermos.

        Este grupo é um verdadeiro grupo de trabalho no dia 5 de junho de 1995, organizou um Monumental Cortejo Etnográfico, que foi integrado na celebração da Autonomia dos Açores e transmitido Directamente pela RTP Açores, e da movimentação gerada em torno da recolha de documentação, trajes, meios de transporte e tradições da Ribeirinha e da Ilha Terceira, o Grupo de pessoas e de forças vivas da Ribeirinha que deu corpo áquele cortejo pretende continuar o trabalho em moldes mais alargados.

        Esta Associação tem como objectivo, o estudo, pesquisa, recolha e divulgação do Folclore e outros elementos etnográficos com especial da própria Ribeirinha e promoção Sócio-cultural das Populações da Ilha Terceira através destas actividades.

        Sem triunfalismos ridículos mas, também e muito claramente, sem falsas modéstias.

        Nesta Sede irão funcionar escolas de Tapessaria / arraiolos, tecelagem, culinária, escola de instrumentos de corda (viola da nossa terra), etc., nesta sede irão-se desenvolver trabalhos tais como: A desfolhada, a mantança do Porco, trabalhos na eira, etc., este espaço irá ter esta designação “Centro Etnográfico da Ribeirinha”.

        Este Centro irá funcionar todos os dias uteis com cerca de 30 pessoas ensinando as técnicas de como se trabalha com lã, retalhos, etc. e será um ponto de paragem obrigatório para os turistas.

        <Este Centro será um espaço vivo, um espaço que irá relembrar os tempos de outrora, os tempos dos nossos avós e dos nossos pais, será certamente um espaço inconfundivel para os turistas, para a população em geral e que irá honrar as entidades Governamentais, oficiais, a Autarquia e a Freguesia da Ribeirinha>.

 

 

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PLANO DE TRABALHO PARA O ANO 2002

 

  1. Inicio da Construção da Sede Social
  2. 20 de Abril – Passagem de Modelos – Primavera/Verão – no Salão de Festas da Casa do Povo da Ribeirinha.
  3. 5 de Maio – 6* Aniversário do Grupo organiza-se o V Festival Folclore da Ribeirinha.
  4. 8 de Junho – Passagem de Modelos – Primavera/Verão – no Salão de Festas da Casa do Povo da Ribeirinha.
  5. 19 a 29 de Julho, participação no Festival Folclore de Santa Maria da Feira.
  6. 18 de Agosto – Vamos organizar o dia do Emigrante no Tentadero da Florestal (Vulgo Tentadero do Ezequiel)
  7. 26 de Outubro – Passagem de Modelos – Outono/Inverno – organizado no Salão de Festas da Casa do Povo da Ribeirinha.
  8. 30 de Novembro – Passagem de Modelos – Outono/Inverno – organizado  no Salão de Festas da Casa do Povo da Ribeirinha.
  9. 14 de Dezembro Festa do Natal, com todos os familiares e crianças pertencentes ao Grupo Folclórico da Ribeirinha.